Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Medicamento experimental terá vencido parasita raro que atacava cérebro de criança

Mundo

  • 333

Reprodução DCD

Foi há cerca de três semanas que o norte-americano Zachary Reyna, de 12 anos, contraiu uma infeção rara causada por uma ameba que destrói o tecido cerebral. A confirmar-se a eficácia do medicamento experimental, o rapaz será apenas a quarta pessoa a sobreviver a este parasita em 50 anos

"É uma pequena vitória, mas sabemos que a batalha ainda não acabou", escreveu o pai de Zachary Reyna numa página no Facebook dedicada à luta do filho contra a normalmente fatal ameba.

Zachary foi a segunda criança a contrair a mesma infeção rara em menos de um mês. A primeira foi uma menina do Arkansas, também de 12 anos, medicada com um fármaco experimental que a tornou na terceira pessoa, em 50 anos, a sobreviver a esta ameba, que ataca o cérebro.

Atualmente, Kali Hardig já se senta sozinha e conseguiu escrever algumas palavras, conforme anunciou a família, na semana passada. Já antes, exames mostraram a ausência da ameba no organismo da menina.

No caso de Zachary, o que se sabe, para já, é que os danos cerebrais são extensos, estando os médicos à espera de sinais de que o cérebro ainda esteja ativo. 

O menino ficoui infectado depois de, no dia 3 de Agosto, ter estado a brincar com os amigos numa vala cheia de água perto de casa, na Florida. Quando passou o dia seguinte quase todo a dormir, a família estranhou e levou-o ao hospital, onde foi operado e diagnosticado com meningoencefalite amebiana primária, causada pela ameba "Naegleria Fowleri" - encontrada em água doce e quente



Segundo dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano (CDC na sigla americana) dos 128 casos de infecção rara causada por este tipo de ameba no último meio século, apenas dois pacientes sobreviveram. Três, contando já com Kali, ou quatro, conforme esperam os familiares e médicos de Zachary. 

"Esta infecção é uma das mais graves que conhecemos. 99% das pessoas que contraem a doença morrem", admite Dirk Haselow, do Departamento de Saúde do Arkansas. 

Os sintomas iniciais desta rara infecção aparecem ao longo dos primeiros sete dias depois de a doença ter sido contraída e progridem rapidamente. Geralmente provoca a morte dentro de um a 12 dias.