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Maquinista do comboio que descarrilou constituído arguido

Mundo

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O maquinista do comboio que descarrilou na quarta-feira à noite, deixando 78 mortos e 130 feridos, foi constituído arguido 

Segundo o jornal El País, o condutor do comboio, Francisco José Garzón Amo, foi chamado a prestar declarações como arguido.

Fontes da investigação informaram que o condutor do comboio, que sofreu apenas ferimentos ligeiros, reconheceu que ia a uma velocidade de cerca de 190 quilómetros por hora numa zona limitada a 80.

Depois do acidente, o maquinista manteve comunicações por rádio em que admitiu que ia a uma velocidade muito superior à permitida na curva onde ocorreu o acidente.

Na reta anterior à curva em causa, no entanto, os comboios podem atingir os 250 quilómetros/hora.

A chave para esclarecer as causas do acidente estará na `caixa negra`, que já foi entregue ao juiz.

O presidente da operadora ferroviária Renfe, Julio Gómez-Pomar Rodríguez, confirmou hoje que a linha ferroviária onde ocorreu o acidente tem um sistema de segurança e assegurou que ainda na quarta-feira de manhã o comboio acidentado tinha sido sujeito a uma revisão.

O responsável afirmou que não demorará muito para que se conheçam as causas do acidente, mas sublinhou que a decisão caberá ao juiz, que terá de avaliar todas as provas.

O secretário-geral do sindicato de maquinistas (Semaf), Juan Jesús García Fraile, considerou que o acidente tem de dever-se a "um conjunto de circunstâncias".

"Não sabemos o que poderá ter acontecido, mas teoricamente é mais do que uma coisa, um conjunto de circunstâncias", disse o sindicalista, que se deslocou à Galiza após o acidente.

Reconhecendo que o sindicato que dirige não teve acesso a qualquer registo, conversa ou velocidades, o responsável destacou que na zona do acidente há "uma curva pronunciada".

O maquinista que conduzia o comboio estava há três anos no centro de trabalho da Corunha e estava vinculado ao serviço de longa distância.

"É um ferroviário com uma longa trajetória na condução, desde 1998-2000", disse García Fraile, sublinhando que qualquer maquinista, para circular numa via, "tem de conhecê-la".

O condutor, de 52 anos, operava naquela linha há mais de um ano, disse por seu lado o presidente da Renfe, Julio Gómez-Pomar Rodríguez.

Gómez-Pomar acrescentou que o condutor está na companhia "há 30 anos e desde 2000 estava a trabalhar como maquinista, primeiro como ajudante de maquinista e desde 2003 como maquinista, estando no centro da Corunha desde 2010".