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Mais protestos na Índia em dia de cremação do corpo da vítima de violação coletiva (FOTOS)

Mundo

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A indiana de 23 anos que morreu na sequência da violação coletiva de que foi vítima a 16 de dezembro foi cremada este domingo numa cerimónia realizada em Nova Deli. Nas ruas continuaram os protestos e as homenagens. VEJA AS FOTOS

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"
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Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas
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Leve sempre um acompanhante É a melhor desculpa para ser anti-social
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Guarde as substâncias ilícitas para quando o patrão estiver a falar Pode querer sair dalí quando estiver a ouvir falar do ótimo desempenho da empresa que em nada reverte para si
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Se não houver um «depois da festa», faça com que haja Só para o caso de precisar desanuviar depois da festa oficial
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Coma antes de ir Com todos os cortes que todas as empresas estão a enfrentar, é melhor não arriscar
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Se não for bar aberto não é uma festa Neste caso, o melhor é mesmo desistir
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Não se envolva sexualmente com um colega Há um dia seguinte. De trabalho. É bom não esquecer
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Adele
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Rita Pereira
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Bernardo Sassetti
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Thanks Dad. #astonmartin
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O funeral teve lugar no distrito de Dwarka, em Nova Deli, onde a jovem vivia quando estudava medicina e, segundo um agente da polícia, alguns políticos marcaram presença na cerimónia.

Vários polícias concentraram-se nas imediações do local onde decorreu o funeral, realizado cerca de quatro horas depois de o corpo da vítima ter chegado a Nova Deli proveniente de Singapura, onde a jovem estava internada e acabou por morrer no sábado.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, esperou no aeroporto internacional Indira Gandhi, em Nova Deli, pela chegada do corpo da jovem para manifestar as suas condolências à família.

Milhares de pessoas realizaram uma vigília à luz das velas na noite de sábado em Nova Deli, bem como noutras localidades do país, como Mumbai, Calcutá e Hyderabad, depois de Singh ter apelado à calma para evitar novos protestos violentos e a polícia ter indicado que os seis homens acusados de homicídio da jovem arriscam a pena de morte.

Nova Deli tem sido considerada a "capital da violação" da Índia, registando em média um caso a cada 18 horas, segundo os dados da polícia. De acordo com a edição de hoje do jornal Hindustan Times, mais de 20 mulheres foram violadas desde 16 de dezembro, mas a realidade deve superar esse número, já que a maioria das vítimas acaba por não denunciar os casos de violação.

Debangana, de 16 anos, vive em Bengala Ocidental e no verão de 2010, quando trabalhava na loja da família em Sonarpur, dois rapazes ofereceram-lhe um refrigerante, que continha sedativos.

Quando acordou, a jovem, com 14 anos na altura, estava num comboio com três homens, que a tinham sequestrado e levado para um apartamento em Nova Deli.

"Fecharam-me num quarto, forçaram-se a ficar em silêncio atacando-me com sapatos e paus, enquanto me violavam", contou em declarações à AFP.

A jovem foi depois vendida a um bordel de Nova Deli, onde alega ter sido "explorada durante um ano" e acabou por ser resgatada com outras 10 raparigas pela polícia.

Ao chegar a casa não obteve apoio para denunciar o seu caso. "Na cidade, uma rapariga tem a liberdade de decidir, mas numa aldeia tem de obedecer ao seu pai, irmãos, aos homens", constatou.

Debangana decidiu mesmo assim apresentar queixa na polícia, contando com o apoio legal oferecido por uma organização voluntária.

Três dos seus raptores foram detidos e acusados, mas dois anos depois foram libertados. A casa da sua família foi destruída e o campo de arroz que cultivava também, depois de ter recusado desistir do caso.

A jovem estudante de Nova Deli "morreu e eu tenho de viver para continuar a lutar", concluiu Debangana.