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Lançado 'enxame' de satélites para estudar campo magnético da Terra

Mundo

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A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou esta sexta-feira três satélites, designados como "o enxame", para estudar o campo magnético da Terra

Os satélites, com 473 quilos cada um, foram transportados por um foguetão russo 'Rockot' lançado às 12:02 GMT (mesma hora em Lisboa) do cosmódromo de Plesetsk, noroeste da Rússia.

Os três satélites gémeos percorrerão órbitas ligeiramente diferentes para que possam identificar as várias fontes do campo magnético terrestre e cartografar em pormenor as suas variações.

A informação recolhida pelo 'enxame' ('Swarm', na designação em inglês dada à missão pela ESA) ao longo de quatro anos deverá permitir aos cientistas um aprofundamento do conhecimento sobre a natureza e a evolução do campo magnético que protege a Terra das partículas cósmicas transportadas pelo vento solar e que tem registado um decréscimo de intensidade.

A principal fonte do campo magnético terrestre é genericamente colocada pelos cientistas no núcleo do planeta, de ferro e níquel fundidos, a uma profundidade de cerca de 3.000 quilómetros abaixo da superfície.

Mas ao magnetismo gerado pelo núcleo juntam-se outras fontes mais fracas que contribuem também para a constituição do campo magnético projetado pela Terra, fontes como rochas magnetizadas presentes na crosta terrestre ou as camadas exteriores da atmosfera, a ionosfera e a magnetosfera, que são eletricamente estimuladas por radiações provenientes do sol.

Além do aprofundamento do conhecimento científico, a informação recolhida pelo 'enxame' poderá, segundo a ESA, ter utilização mais imediata em aplicações como cartas da aviação civil e bússolas dos 'smartphones'.