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Justiça britânica autoriza cirurgia de menino contra vontade da mãe

Mundo

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A mãe, Sally Roberts

Getty Images

Um tribunal britânico determinou que um menino de sete anos, com um tumor no cérebro, seja submetido a uma segunda cirurgia, apesar de a mãe recusar a operação

Neon Roberts. agora com sete anos, foi operado o ano passado para retirar um tumor no cérebro. A mãe, a neozelandesa Sally Roberts, lutou desde então, na Justiça, pelo direito de recusar os tratamentos de radioterapia que os médicos pretendiam fazer, alegando temer danos a longo prazo na saúde no filho. Os clínicos, porém, argumentavam que, sem radioterapia, a expectativa de vida do pequeno Neon seria de apenas alguns meses.

Na terça-feira, o tribunal recebeu novos pareceres médicos, indicando que o menino precisará de uma nova cirurgia, uma vez que os exames mais recentes mostraram sally que uma parte residual do tumor, com cerca de 1,5 cm quadrados, continua alojada no cérebro da criança.

A ausência de tratamento torna "altamente provável" que Neon morra "dentro de um período relativamente curto", afirmou um médico ouvido pelo tribunal, citado pela BBC.

Confrontada com a necessidade de uma cirurgia que pode ser de alto risco, e, posteriormente, de doses elevadas de radio e quimioterapia, Sally Roberts pediu tempo para ouvir a opinião de outros especialistas.

Mas, mas para o juiz David Bodey, trata-se de um caso de extrema urgência e não se pode contar com "o luxo do tempo", pelo que ordenou que a cirurgia se realize mesmo. Ainda esta semana, o tribunal deverá pronunciar-se a respeito dos tratamentos a que o menino poderá ser submetido.

O caso de Neon assumiu contornos dramáticos a 5 de dezembro deste ano, quando mãe e filho desapareceram, tendo sido depois encontrados pela polícia. Na altura, Sally Roberts garantiu que não é uma "mãe louca" e que apenas tinha entrado em "pânico", por querer o melhor para o filho.