Juízes com ordem para "ignorar" regras e prender envolvidos nos motins
16.08.2011 às 12h07
Os casos que, por norma, seriam julgados nos tribunais de primeira instância seguem agora diretamente para os tribunais criminais para serem aplicadas penas mais duras aos envolvidos nos tumultos da semana passada no Reino Unido
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu uma justiça exemplar para responsabilizar os que participaram nos motins que deixaram um rasto de violência e destruição em várias cidades do país, o que está a refletir-se nas sentenças aplicadas aos detidos.
Segundo o Ministério da Justiça, na semana passada dois terços dos julgados foram punidos com penas de prisão efectiva, o que mostra bem a intenção de punir severamente os envolvidos nos tumultos.
Em Manchester, de acordo com o The Guardian, uma mãe de dois filhos foi condenada a cinco meses de prisão por ter recebido um par de calções roubados de uma loja. No sul de Londres, um estudante de 23 anos vai passar seis meses preso por roubar garrafas de água, no valor de cerca de quatro euros, de um supermercado.
Entre os detidos estão ainda uma mulher grávida, acusada da posse de equipamento eletrónico pilhado no valor de mais de 10 mil euros, e uma jovem de 22 anos, encontrada com várias guitarras e televisões.
Também como parte do plano de punir os envolvidos nos motins, os tribunais receberam ordens para identificar os jovens considerados culpados, ao contrário do que é costume com menores. E como foi noticiado na semana passada, entre os detidos estão uma menina com 11 anos e um rapaz com 12.