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Já foram assassinadas 36 mulheres este ano

Mundo

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Trinta e seis mulheres foram assassinadas entre janeiro e 21 de novembro deste ano, em Portugak tendo-se registado outras 49 tentativas de homicídio, números superiores aos registados durante todo o ano de 2011, segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas

Dados preliminares do Observatório, pertencente à União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), a que a agência Lusa teve acesso, indicam que até ao dia 21 de novembro tinham sido assassinadas 36 mulheres, quando nos doze meses de 2011 foram mortas 27.

Aumento igualmente registado nas tentativas de homicídio, já que em 2012 houve 49, contra as 44 registadas em todo o ano de 2011.

"De registar ainda um total de 42 vítimas associadas, sendo que oito são vítimas diretas, quatro delas mortais, e 34 vítimas indiretas", lê-se no relatório do Observatório. O Observatório explica que as "vítimas indiretas são as pessoas que assistiram à prática do crime, embora não tenham fisicamente sofrido quaisquer agressões".

No que diz respeito à relação entre a vítima e o agressor, o Observatório de Mulheres Assassinadas constata que "continua a ser o grupo de homens com quem as mulheres mantêm uma relação de intimidade aquele que surge com maior expressividade", correspondendo a 47% do total das vítimas assassinadas, logo seguido do grupo dos homens de quem já se tinham separado, com 22%. 

"Verifica-se assim que as relações de intimidade presentes e passadas representam 69% do total dos femicídios noticiados", diz o Observatório.

Em 2012, o grupo etário onde se verificou mais homicídios, foi o das vítimas com idades compreendidas entre os 36 e os 50 anos de idade (31%), logo seguido pelo grupo etário entre os 51 e os 64 anos (28%).

Já no que diz respeito ao agressor, a maioria tem entre 36 e 50 anos (31%), logo seguido dos agressores com idades entre os 51 e os 64 anos (26%).

Em relação à situação profissional, tanto das vítimas como dos agressores, o Observatório constatou que 18 delas estavam inseridas no mercado de trabalho, enquanto oito agressores estavam a trabalhar e sete estavam desempregados. Foram igualmente identificados três homicidas em situação de reforma e um estudante.

O distrito de Lisboa foi o que registou mais femicídios (12), logo seguido do Porto (6), estando no lado oposto os distritos de Beja, Braga, Faro, Leiria, Setúbal e Vila Real, com dois homicídios.