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"Entre parceiros não há espionagem", avisa UE

Mundo

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Sucedem-se as reações dos responsáveis europeus às notícias da imprensa alemã que dão conta da existência de vigilância norte-americana sobre as instituições da UE

A comissária europeia da Justiça, Viviane Reding, avisou este domingo que "entre parceiros não há espionagem", numa reação às notícias da imprensa alemã que dão conta da existência de vigilância norte-americana sobre as instituições da UE.

Num momento em que a Europa negoceia com os Estados Unidos o levantamento de barreiras alfandegárias para promover o livro-comércio no Atlântico Norte, Viviane Reding admitiu à AFP que estas notícias podem prejudicar as negociações.

"Entre parceiros não há espionagem! Não se pode negociar um grande mercado transatlântico, se existir alguma dúvida que os nossos parceiros espiam os escritórios dos negociadores europeus", disse a porta-voz da comissária europeia, após um encontro no Luxemburgo.

Já esta manhã, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, exigiu que os Estados Unidos clarifiquem se espiaram a União Europeia.

"Estou profundamente preocupado e surpreendido", reconheceu Schulz num comunicado, no qual assegura que, "se as acusações forem verdadeiras, constitui um assunto muito grave que terá um grave impacto nas relações UE-Estados Unidos".

"Em nome do Parlamento Europeu exijo uma clarificação completa e [o fornecimento de] mais informação rapidamente das autoridades norte-americanas sobre estas acusações", adiantou. 

Segundo a revista alemã Der Spiegel, a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos acedeu tanto a conteúdos de conversações confidenciais como a correios eletrónicos e arquivos de computadores das representações da UE em Washington.

Não foram escutas ou espionagem através de microfones no edifício, mas de uma rede informática interna, sublinha Der Spiegel, que cita uma das atas classificadas como extremamente confidenciais da NSA, de setembro de 2010, facilitada por Snowden.