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Comissário europeu da saúde demite-se por suspeita de corrupção

Mundo

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A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira que o comissário para a saúde e defesa do consumidor, o maltês John Dalli, se demitiu, na sequência de uma investigação conduzida pelo gabinete de luta antifraude da UE

Em comunicado, o executivo comunitário indica que o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, decidiu atribuiu interinamente a pasta da saúde e defesa do consumidor ao comissário Maros Sefcovic, responsável pelas relações interinstitucionais e administração, até Malta nomear um novo comissário.

Segundo a Comissão, Dalli informou Durão Barroso da decisão,na sequência  da investigação do OLAF, gabinete de luta antifraude da UE, a uma denúncia  apresentada em maio de 2012 pelo produtor de tabaco "Swedish Match".  

A investigação terminou com a apresentação de um relatório final na  segunda-feira, que não ilibou completamente o comissário das suspeitas de  corrupção. 

O relatório final considerou provado que, tal como a empresa "Swedish  Match" denunciara, um empresário maltês abordou esta companhia, fazendo  uso do seus contactos com o comissário, em busca de benefícios financeiros,  prometendo usar a sua influência em futuras propostas legislativas de Bruxelas  em matéria de produtos tabagísticos. 

Segundo o OLAF, não foi concluída qualquer transação entre a companhia  e o empresário, nem foi realizado qualquer pagamento, e o relatório não  encontrou "indícios conclusivos" sobre a participação direta de Dalli, "mas  considerou que este estava a par dos acontecimentos". 

De acordo com a Comissão, o relatório também "mostrou claramente" que  o processo de decisão da Comissão Europeia e a posição dos serviços implicados  não foi, de forma alguma, afetada pelos factos sob investigação. 

Depois de o presidente da Comissão ter informado o comissário maltês  das conclusões da investigação do OLAF, Dalli rejeitou-as categoricamente,  mas decidiu apresentar a demissão "para poder defender a sua reputação,  bem como a da Comissão", indica o comunicado. 

 O OLAF vai agora enviar o relatório e recomendações para o Procurador-Geral  de Malta, apontando que cabe às autoridades judiciárias maltesas decidir  que seguimento dar ao assunto.