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Casal chinês denuncia aborto forçado aos seis meses de gravidez

Mundo

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Reprodução Sky News

A dramática história de Liu Xinwen e Zhou Guoqiang, forçados pelas autoridades chinesas a interromper uma gestação que estava a três meses do fim

À Sky News, o casal, da província de Shandong, contou como, na madrugada de sexta-feira da semana passada, um grupo de 20 elementos da Comissão para o Planeamento Familiar arrombou a porta da sua casa, arrastando da cama Liu Xinwen, grávida de seis meses, a pretexto da política chinesa do filho único.

Liu Xinwen, 33 anos, foi levada à força para um hospital, onde lhe foi injetado um medicamento abortivo. Um dia depois, o bebé morria no útero materno. O parto aconteceria outras 24 horas mais tarde.

Ao marido, que foi imobilizado enquanto Liu Xinwen era tirada da cama, não lhe terá sido dito para onde a mulher foi levada.

A lei chinesa impede os casais de terem mais do que um filho, salvo raras exceções em algumas províncias rurais. A legislação prevê, no entanto, penalizações financeiras, e não abortos forçados, para os que não a cumpram. 

Segundo Zhou Guoqiang, a mulher foi forçada ainda a assinar documentos que servirão para provar que concordou com a interrupção da gravidez. Perante a recusa inicial, revela o casal à Sky News, terá sido ameaçada.

O filho do casal, Zhou Junfeng, tem 10 anos.