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Baltasar Garzón anuncia que não representará Edward Snowden

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O homem que revelou a existência de programas norte-americanos de "vigilância em massa" de comunicações telefónicas e via internet está em Moscovo, no aeroporto

O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón anunciou hoje que não vai ser o responsável da defesa do ex-consultor da Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA) Edward Snowden, acusado de espionagem por Washington.

"Informo que o escritório de advogados ILOCAD decidiu não assumir a defesa dos interesses do senhor Snowden, cujo paradeiro se desconhece", refere o escritório, num comunicado assinado pelo próprio Garzón e distribuído à imprensa.

O texto, datado de 25 de junho, ratifica por outro lado o compromisso de Garzón e do Escritório Legal Internacional para o Desenvolvimento e a Cooperação (ILOCAD, nas siglas em inglês) com a representação do fundador da WikiLeaks, Julian Assange, "na defesa do direito fundamental à liberdade de informação e de expressão".

Algures no aeroporto

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Presidente russo anunciou, na terça-feira, que Snowden está na zona de trânsito do aeroporto de Moscovo

Procurado pelas autoridades americanas, Snowden chegou à Rússia de forma imprevisível. Vladimir Putin espera que a presença do ex-consultor da CIA na Rússia não afete as relações do país com os Estados Unidos da América.

Putin veio esclarecer que Edward Snowden se encontra na zona de trânsito do aeroporto de Moscovo e lembrou que, apesar de Snowden ser procurado por crimes de espionagem pelas autoridades americanas, na Rússia ele não cometeu qualquer crime.

O Presidente russo veio assim clarificar o paradeiro do ex-consultor da Agência de Segurança Nacional norte-americana, visto que o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, não fora taxativo quando questionado do paradeiro e percurso de Snowden, que abandonou Hong Kong no passado domingo. Lavrov limitara-se a garantir que Snowden não passara a fronteira russa.

Putin classificou as acusações de Washington inaceitáveis - a capital russa foi acusada de ter violado as leis americanas -, e receia agora que a presença do ex-consultor em Moscovo afete as relações que mantêm com os Estados Unidos da América.