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Arsenal de armas químicas da Síria começou a ser destruído no domingo

Mundo

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A equipa de inspetores encarregada da eliminação do arsenal químico da Síria destruiu domingo ogivas de mísseis, bombas e equipamento de mistura química

A operação, no primeiro dia da campanha de destruição das armas químicas, foi realizada por pessoal sírio sob a supervisão de elementos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) e em conformidade com a resolução do Conselho de Segurança da ONU, noticiou a AFP.

A equipa enfrenta a difícil tarefa de eliminação de cerca de 1.000 toneladas de gás sarin e mostarda e outras armas proibidas detetadas em dezenas de sítios na Síria até meados de 2014.

Os especialistas internacionais, que chegaram a Damasco na terça-feira, também têm como missão "monitorizar, controlar e reportar" se o Governo de Bashar al-Assad providencia informação sobre o arsenal de armas químicas sírio.

Hoje, em entrevista à revista alemã Spiegel, Assad voltou a negar que as forças governamentais tivessem usado armas químicas no ataque de 21 de agosto, nos arredores de Damasco, a capital síria, que provocou a morte de centenas de pessoas.

O ataque levou os Estados Unidos a ameaçar com uma intervenção militar na Síria.

Entretanto, tiros de morteiros mataram hoje oito pessoas num bairro cristão de Damasco.

Os tiros provocaram ferimentos em 27 outras pessoas, de acordo com a agência de notícias SANA.

Apesar de os conflitos prosseguirem, a Liga Árabe, que participará na conferência de paz em Genebra, na Suíça, em meados de novembro, admite que as partes em litígio possam chegar a um entendimento.

"Vamos para Genebra sem condições prévias ", disse Brahimi, acrescentando que Assad "não pode dizer que não quer negociar com 'X' ou 'Y'".