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Armas norte-americanas entregues aos rebeldes sírios

Mundo

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O Washington Post faz esta revelação no mesmo dia em Putin afirma que o ataque químico terá sido autoria dos rebeldes, numa tentativa de forçar um ataque externo

Os Estados Unidos começaram a fornecer armas e equipamento técnico aos rebeldes sírios, segundo revelou, esta noite, o jornal Washington Post.

Citando fontes norte-americanas e sírias, o jornal escreve que a CIA (agência de serviços de inteligência dos Estados Unidos) começou a entregar carregamentos de 'ajuda' material letal na última quinzena.

No seu portal na Internet, o jornal noticia que o Departamento de Estado enviou, em carregamentos separados, viaturas e outros materiais, entre os quais equipamentos sofisticados de telecomunicações e avançados 'kits' médicos.

Putin responsabiliza rebeldes pelo ataque químico

O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu que foram os rebeldes, e não o exército de Bashar al-Assad, quem utilizou armas químicas no ataque de agosto perto de Damasco, para provocar uma intervenção estrangeira, num artigo de opinião divulgado esta noite.

"Não há dúvidas de que se utilizou gás venenoso na Síria", no entanto, "há todas as razões para crer que foi utilizado não pelo exército, mas pelas forças de oposição para provocar uma intervenção" dos seus aliados estrangeiros, disse o líder russo, no artigo de opinião publicado na edição digital do jornal New York Times.

O Presidente russo, Vladimir Putin, advertiu ainda, num artigo publicado no New York Times, que qualquer ataque militar na Síria à revelia das Nações Unidas iria minar a organização e acarretar o risco de desencadear uma onda de terror.

Essa intervenção militar iria "resultar em mais vítimas inocentes e numa escalada, estendendo potencialmente o conflito para lá das fronteiras da Síria", disse o líder russo, num artigo de opinião publicado pelo jornal New York Times na noite de quarta-feira.

"Ninguém quer que as Nações Unidas sofram o destino da Sociedade das Nações, que colapsou pela ausência de uma influência real", algo que, segundo escreve Putin, é passível de suceder caso os países influentes contornem as Nações Unidas e realizem uma ação militar sem a autorização do Conselho de Segurança.