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Angola/Eleições: MPLA com vitória confortável

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AP

Os resultados das eleições gerais dão uma vantagem confortável para o MPLA de José Eduardo dos Santos 

O MPLA, partido no poder em Angola desde a independência em 1975, lidera a contagem dos votos das eleições gerais em todas as 18 províncias do país, anunciou e em Luanda a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

A divulgação dos primeiros resultados provisórios atribui 2.519.403 votos (74,46 por cento) ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), seguindo-se em segundo lugar a UNITA, com 607.063 (17,94 por cento) e em terceiro a Coligação Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), com 153.427 (4,53 por cento).

A UNITA mantém a anunciada intenção de impugnar as eleições gerais em Angola, disse fonte partidária à Lusa, após terem sido conhecidos os primeiros resultados provisórios, que lhe atribuem uma derrota.

A mesma fonte disse que a direção do maior partido de oposição estava reunida ao fim da tarde em Luanda para analisar os resultados, dados a conhecer pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), quando estão contados mais de dois terços dos votos, e que colocam a UNITA no segundo lugar a larga distância do partido no poder, MPLA.

O chefe da missão de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) destacou a "enorme evolução" na organização das eleições gerais em Angola, em relação às legislativas de 2008, apesar de "algumas falhas".

"Estive aqui em Luanda em 2008 e testemunho a enorme evolução que o processo teve", disse o moçambicano Leonardo Simão, em entrevista à agência Lusa, um dia depois das eleições gerais em Angola. 

"O processo eleitoral decorreu num ambiente de tranquilidade, serenidade, com um grau de organização bastante elevado", embora com algumas falhas aqui e acolá", afirmou o chefe da missão dos observadores da CPLP, que deslocou 10 técnicos para testemunhar o processo eleitoral.



José Eduardo dos Santos promete

Principais compromissos assumidos pelo MPLA para os próximos cinco anos:

- Taxa média anual de crescimento do PIB de até 7%, até 2017

- Programa de rendimento mínimo, através da transferência direta de recursos 

- Colocar Angola da lista dos países de rendimento médio no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU

- Relatório anual sobre direitos humanos 

- Criação de um mercado de capitais

- Primeiro censo populacional após a Independência

- Prioridade ao emprego de angolanos nas empresas estrangeiras

- Acesso à água até 100% nas zonas urbanas e até 80% nas zonas rurais

- Novo aeroporto de Luanda