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Americanos abaixo da média em teste internacional de competências

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Em áreas como a matemática, leitura e resolução de problemas com recurso a tecnologia - competências consideradas essenciais hoje em dia - os norte-americanos ficaram atrás da média internacional. Espanhóis e italianos ainda estão piores

Desenvolvido pela OCDE, o Programa para a Avaliação Internacional de Competências de Adultos submeteu a vários testes mais de 166 mil pessoas, oriundas de 23 países (Portugal não participou), com idades entre os 16 e os 65 anos.

Os resultados, divulgados terça-feira, são significativamente mais positivos para o Japão, Canadá, Austrália e Finlândia nas três áreas do teste. 

Além de tarefas básicas de leitura e matemática, foi pedido aos participantes que calculassem o reembolso de quilometragem devido a um vendedor, organizassem e-mails e comparassem prazos de validade de alimentos.

Algumas conclusões:

- No caso da literacia,  Japão, Finlândia e Holanda surgem no topo da tabela, enquanto Espanha, Itália e França ocupam os últimos lugares. Os Estados Unidos surgem em 8º lugar no top 10 dos piores classificados.

- Em quase todos os países, pelo menos 10% dos adultos não têm as mais básicas competências informáticas, como usar um rato

- Os japoneses e holandeses com idades entre os 25 e os 34 anos e apenas com o ensino secundário tiveram resultados significativamente melhores que licenciados espanhóis e italianos da mesma idade.

- Na Inglaterra, Alemanha, Itália, Polónia e EUA, a condição social tem um grande impacto nas competências de literacia

- A média de resultados em matemática vai de 246 em Espanha a 288 no Japão. Os EUA ficam-se pelos 253, o quinto pior resultado

- No que diz respeito à resolução de problemas com recurso a tecnologia, os polacos têm as maiores dificuldades, ao contrário do Japão.