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Americano reclama recompensa de 25 milhões pela descoberta de Bin Laden

Mundo

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Reuters

Mais de dois anos depois da operação que matou Osama Bin Laden, um empresário norte-americano diz que foi ele que passou ao FBI a informação sobre o paradeiro do líder da Al Qaeda

Tom Lee, 63 anos, reclama uma recompensa de 25 milhões de dólares (18,5 milhões de euros) por ter, alegadamente, transmitido às autoridades informação sobre a localização de Osama bin Laden, em 2003, oito anos antes da operação que terminaria com a morte do líder terrorista.

O vendedor de pedras preciosas, que se faz representar por uma firma de advogados de Chicago, garante que um agente dos serviços secretos paquistaneses lhe relatou ter escoltado o então líder da Al Qaeda e a sua família da cidade de Peshawar até Abbottabad, onde foi encontrado pelas forças especiais norte-americanas.

Segundo uma carta enviada ao FBI, e a que a Associated Press teve acesso, Tom Lee terá partilhado essa informação com agentes do FBI. A fonte dos serviços secretos paquistaneses mencionada pelo empresário é, alega Lee, "um membro de uma família com quem tinha negócios há décadas".

Bin Laden foi morto em maio de 2011 durante uma operação os Marines no complexo de Abbottabad onde o líder terrorista viveria com a família.

Na carta, os advogados de Lee mencionam as "numerosas tentativas" feitas desde então para reclamar a recompensa, mas sem resposta. 

"O senhor Lee identificou a localização do mais notável terrorista da nossa era, o homem responsável pelos ataques contra o World Trade Center, o mais devastador ato de terror cometido em solo americano, e vários outros ataques contra americanos", lê-se na missiva.

Num e-mail enviado sexta-feira a um jornal local, Lee afirma ainda não entender a demora do Governo norte-americano em agir. "Perturba-me, e deve perturbar todos os americanos, o facto de eu lhe ter dito exatamente onde estava Bin Laden em 2003 e eles terem-no deixaram viver por mais oito anos".