Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Aldeia da Noruega saiu das trevas graças a espelhos gigantes

Mundo

  • 333

Uma aldeia norueguesa saiu esta quarta-feira das "trevas" a que está votada durante metade do ano devido à falta de luz solar direta graças a espelhos gigantes instalados nas montanhas que a rodeiam. VEJA AS FOTOS

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"
1 / 3

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas
2 / 3

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas

Leve sempre um acompanhante É a melhor desculpa para ser anti-social
3 / 3

Leve sempre um acompanhante É a melhor desculpa para ser anti-social

Situada no fundo de um vale no sul da Noruega, a aldeia com 3.500 habitantes não recebe luz solar direta de setembro a março, mas um artista local, Martin Andersen, concretizou uma ideia antiga, instalando três enormes espelhos nas montanhas acima de Rjika.

O projeto causou polémica, questionando-se a validade de utilizar dinheiros públicos na instalação dos espelhos, que ficaram por 610 mil euros, 80 por cento dos quais conseguidos através de patrocínios.

Hoje, a luz do sol incidiu sobre os espelhos, colocados 400 metros acima da aldeia, e foi recebida por várias centenas de habitantes reunidos na praça principal, munidos de óculos escuros.

"Uma ideia com cem anos torna-se hoje realidade", e em Rjukan "o impossível concretizou-se", congratulou-se o autarca Steinar Bergsland, antes de uma orquestra local tocar "Let the sun shine" ("que brilhe o Sol").

Os três espelhos, cada um com uma superfície de 17 metros quadrados, são comandados eletronicamente e acompanham o percurso do sol para refletirem na praça principal de Rjukan uma extensão iluminada de cerca de 600 metros quadrados, o equivalente a três campos de ténis.

Rjukan candidatou-se a património mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), estatuto que espera conseguir em 2015, como prova do engenho humano.