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"Acabem de comer depressa que os Serviços Secretos vão recolher os vossos talheres"

Mundo

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Obama discursou em Orlando à procura do voto hispânico

Associated Press

O anúncio, feito de forma exuberante durante um almoço, tornou público um aspeto pouco conhecido da segurança que envolve o Presidente norte-americano: frequentemente quando ele chega, os convidados já não têm garfos nem facas na mesa

Pouco antes de Barack Obama chegar a um almoço com representantes hispânicos, em Orlando, na Flórida, na última sexta-feira, os cerca de mil convidados foram avisados de que deviam apressar-se a acabar de comer. A razão? Os serviços secretos queria, garantir que todos os utensílios que pudessem ser eventualmente perigosos estivessem fora da sala quando o Presidente entrasse.

"É muito importante que usem os vossos talheres o mais depressa possível", avisou Raquel Regalado, membro da direção da Associação Nacional de Autoridades Latinas Eleitas e Nomeadas (NALEO, na sigla em inglês). Visivelmente embaraçada, a responsável limitou-se a informar que o pedido se devia à presença de "outro orador" e do envolvimento dos serviços secretos. "Não estou a brincar", acrescentou.

O vídeo do anúncio tornou-se rapidamente viral na Internet, provocando um debate sobre as medidas de segurança em torno do Presidente, que serviu para vir a público o facto de que a precaução com talheres ser rotineira... só não costuma é ser anunciada aos convidados.

"É uma prática comum para os serviços secretos garantir que nas mesas não há qualquer material que possa ser considerado perigoso antes da chegada do Presidente", confirmou o porta-voz dos serviços secretos, Max Milien, que fez questão de sublinhar que a medida é rotineira.

Claro que há eventos em que os convivas mantêm os seus talheres, dependendo de "diferentes factores", que vão desde o número de pessoas, ao grau de ligação com essas pessoas.