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Continuam a aumentar os surtos de sarampo no mundo: na Nova Zelândia, já há mais de mil casos

Mundo

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRA

Um surto de sarampo na Nova Zelândia conta já com um total de 1051 casos desde o início do ano. Mundialmente, o número de casos quase triplicou em relação ao ano passado, o que as autoridades atribuem aos movimento antivacinas

Pedro Dias

Pedro Dias

Jornalista

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e potencialmente fatal. Pode causar erupções cutâneas por todo o corpo, tosse e febre, e é transmissível através do ar, por meio de espirros ou tosse. Embora exista vacinação disponível, o número de casos mundiais de sarampo tem vindo a aumentar nos últimos anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), este número quase triplicou do ano passado para este, comparando o primeiro trimestre dos dois anos.

O ministério da Saúde da Nova Zelândia emitiu um comunicado a alertar para a importância da vacinação de toda a população até aos 50 anos. As autoridades estão a aconselhar todos os que se sentirem doentes ou febris a “manter-se afastados do local de trabalho, da escola ou de locais públicos, para prevenir colocarem outras pessoas em risco”.

O surto concentra-se maioritariamente nos arredores da cidade de Auckland, de onde provêm 887 dos casos, sendo que o ministério alerta também para a vacinação da população pelo menos duas semanas antes de visitar a cidade. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitiu também um comunicado a aconselhar a vacinação contra sarampo a todos os americanos que queiram viajar para a Nova Zelândia.

No mês passado, a OMS emitiu um comunicado a informar que quatro países europeus – A Albânia, a República Checa, a Grécia e o Reino Unido - já não estão livres de sarampo. Um país é considerado “livre” da doença quando, num período de 12 meses, não se regista uma única transmissão.

Em 2019 foram registados quase 365 mil casos de sarampo por todo o mundo, quase o triplo dos cerca de 130 mil do ano passado. Estes números, diz a OMS, são os mais elevados desde 2006 e podem estar a ser causados pela falta de acesso a vacinação em certos países, ou por desinformação acerca da doença e da sua prevenção.

Portugal tem estatuto de eliminação do sarampo, concedido pela OMS em 2015 e, segundo o Serviço Nacional de Saúde, tem registado alguns surtos, com origem em casos importados que foram rapidamente controlados”, dada a elevada cobertura vacinal no país.

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