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Porque é que alguns sismos provocam uma sensação ondulante?

Mundo

Mario Tama/ Getty Images

Depois do terramoto de quinta-feira na Califórnia, várias pessoas em Los Angeles foram surpreendidas com uma sensação de sismo diferente do habitual. Lucy Jones, especialista em sismos, desfaz as dúvidas

Um sismo de magnitude 6.4 atingiu quinta-feira a cidade de Ridgecrest, no sul da Califónia, nos Estados Unidos. Na altura foi classificado como o intenso na região dos últimos 20 anos (mas já foi destronado por um de 7.1, na sexta-feira, à noite).

Em Los Angeles, a 250 quilómetros de Ridgecrest, várias pessoas sentiram o sismo, ainda que de uma forma diferente. Numa conferência de imprensa transmitida pela CNN, Lucy Jones, especialista em sismos, explicava os contornos do terramoto quando foi questionada por uma jornalista sobre o porquê de, em alguns locais, o sismo se ter sentido “como se estivesse num barco”.

Lucy Jones esclareceu então a dúvida: “Um sismo produz energia em ondas com vários comprimentos. Existe a energia com frequências altas que o abana, e a energia com frequências baixas que provoca a ondulação.”

Como a energia de frequências altas não atinge grandes distâncias, ao contrário da energia de frequências baixas, é normal que, quando estamos longe do epicentro do terramoto (mas não longe o suficiente para não o sentirmos), apenas sejamos afetados por ondas de energia que provocam a sensação de ondulação.

No entanto, a especialista acrescenta que para o fenómeno suceder, o sismo tem de ter, pelo menos, magnitude 6 na escala de Richter. Segundo os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, ocorrem por ano cerca de 120 sismos de magnitude 6 a 6,9, em todo o mundo.