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A Boeing vai oferecer 100 mil dólares às famílias das vítimas que perderam a vida a bordo dos aviões 737 Max

Mundo

Stephen Brashear/ Getty Images

A marca espera que a maquia ofereça algum “conforto” às famílias e comunidades afetadas pelos dois desastres de aviação de outubro e março passados, enquanto luta para voltar a deixar o modelo 737 Max operacional

Pedro Dias

Pedro Dias

Jornalista

Em resposta aos dois desastres de aviação ocorridos em outubro do ano passado e em março deste ano que envolveram aviões Boeing 737 Max e resultaram na morte de 346 pessoas, a Boeing vai oferecer 100 mil dólares (cerca de 90 mil euros) aos familiares das vítimas. Os desastres envolveram, por ordem cronológica, um avião da indonésia Lion Air e outro da etiópia Ethiopian Airlines, e causaram a proibição do modelo 737 Max em 53 países, entre eles Portugal.

A marca, que sofreu dezenas de processos judiciais relativos aos acidentes, tenciona fazer o pagamento em prestações, durante vários anos, às caridades e governos locais dos sítios de residência dos afetados, e não diretamente às famílias.

“A Boeing lamenta a trágica perda de vidas em ambos os acidentes, e estas vidas perdidas continuarão a pesar imenso nos nossos corações e nas nossas mentes no futuro. As famílias e entes queridos das pessoas a bordo têm as nossas mais profundas condolências, e esperamos que esta ajuda inicial possa ajudar a trazer-lhes conforto”, afirmou Dennis Muilenburg, presidente da Boeing.

Os funcionários da Boeing estão também a ser incentivados a fazer doações de apoio aos impactados pelos acidentes, com a empresa a prometer igualar o valor das doações ao já prometido.

Várias famílias estão ainda à espera para saber a causa dos acidentes. Relatórios preliminares indicam que a culpa possa passar pelo software implementado no modelo de avião, que terá puxado o nariz dos aviões para baixo e causado os desastres.

A Boeing está agora a atualizar e corrigir o software, numa tentativa de voltar a colocar no ar o mais depressa possível o modelo 737 Max. O modelo vai precisar de ser recertificado antes de poder voltar a descolar de qualquer parte do mundo em que foi proibido.