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Dalai Lama sobre os refugiados: “Devemos deixar a Europa para os europeus”

Mundo

Charles McQuillan/Getty Images

Segundo o líder espiritual do budismo, os refugiados devem ser ajudados e educados pela Europa. Mas objetivo tem de ser o regresso aos seus continentes

Numa entrevista à BBC, o Dalai Lama falou sobre a atual crise dos refugiados. As afirmações geraram alguma controvérsia na imprensa. Afinal de que lado está uma das figuras máximas do budismo?

“Os países europeus deve acolher os refugiados e dar-lhes educação e formação. E depois, o objetivo é… regressar aos seus países”, esclarece o Dalai Lama.

Em 2016, a campanha pró-Brexit utilizou em seu favor afirmações de Dalai Lama. “Temos de ser práticos, é impossível que venha toda a gente [para a Europa]” foi uma das frases divulgadas. Apesar disso, na entrevista divulgada esta semana, Dalai Lama confessa ser admirador do espírito da União Europeia: “Eu estou fora. Mas sentir-me-ia melhor em manter-me na União Europeia”.

Tenzin Gyatso tem 83 anos e é o 14º Dalai Lama. Ele próprio vive refugiado na Índia, desde a revolta tibetana de 1959. Quando confrontado com a sua condição, Dalai Lama não tem dúvidas de que qualquer refugiado se sente melhor na sua terra-natal e que "devemos deixar a Europa para os europeus”.

Na mesma entrevista, o Dalai Lama conversou ainda sobre Donald Trump e sua prestação enquanto presidente dos Estados Unidos. “Um dia, diz uma coisa, no outro dia, diz outra… Mas acho que há sobretudo falta de principíos morais”. Para o líder budista, a premissa “America First” está errada: “Eles [os americanos] deviam assumir a responsabilidade global”.

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