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A rainha de 13 presidentes, com muitas gaffes pelo meio

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Bettmann/ Getty Images

Donald Trump inicia hoje uma visita oficial ao Reino Unido que promete ser fértil em polémicas. Depois do que aconteceu em julho de 2018, quando o 45º Presidente dos EUA foi apupado por mais de 200 mil pessoas nas ruas de Londres, Isabel II já deve estar preparada para o que a espera. Afinal, há praticamente sete décadas que ela priva com os inquilinos da Casa Branca e quase todos cometeram deslizes protocolares. Fotogaleria com momentos históricos

Se um Trump pode incomodar muita gente, uma dúzia deles pode incomodar muito mais. É com base nesta suspeita que os responsáveis do protocolo britânico tentam minimizar os eventuais deslizes que podem ocorrer entre hoje, 3 de junho, e a próxima quarta-feira à tarde, quando termina a primeira visita oficial do Presidente dos EUA ao Reino Unido. É que o antigo rei do imobiliário de Nova Iorque decidiu fazer-se acompanhar nesta deslocação pela mulher, Melania, e ainda por quatro dos seus cinco filhos e respetivas caras-metade - deixando apenas para trás, em Washington, o seu caçula, Barron, de 13 anos, curiosamente conhecido por ser discreto e adepto do Arsenal de Londres. Esta numerosa comitiva representa um verdadeiro pesadelo logístico e de segurança, com a família presidencial interessada em privar com Isabel II e demais realeza, na expetativa - pouco provável - de tirar algumas selfies que possam depois ser emolduradas para imortalizar a ocasião.

A visita, antes de começar a sério, ficou logo marcada pela inata tendência do patriarca para o disparate diplomático. Quando ainda lhe preparavam as malas na Casa Branca, Donald Trump decidiu dar duas entrevistas a jornais ingleses e, como de costume, disse o que não devia. Em primeiro lugar, ao tablóide The Sun, propriedade do seu amigo Rupert Murdoch, decidiu interferir na campanha em curso para a liderança dos conservadores e admitiu sem problemas que Boris Johnson daria um excelente substituto de Theresa May e iria "fazer um grande trabalho" como primeiro-ministro. Ao ser interrogado sobre Meghan Markle, a mulher do príncipe Harry que nunca escondeu a sua antipatia pelo 45º Presidente dos EUA, acusando-o de ser "misógino", Trump devolveu o mimo chamando-lhe "mázinha" ("nasty"), mas tentou depois desfazer a indelicadeza admitindo que é ótimo haver "uma princesa americana".

Quanto à conversa que teve com o Sunday Times, aproveitou para revelar uma vez mais o seu desprezo pela União Europeia e sugerir que Nigel Farage, o líder do Brexit Party, deveria negociar o divórcio entre Bruxelas e Londres - obviamente sem qualquer cedência à UE. E na eventualidade de haver eleições antecipadas nas ilhas britânicas, e de uma possível vitória dos Trabalhistas de Jeremy Corbyn, reconheceu que isso poderia por em causa a "relação especial" entre os dois países e não exclui a hipótese de dar ordem aos serviços secretos americanos para que não partilhem informações classificadas com os seus congéneres deste lado do Atlântico. Um autêntico manual antidiplomático.

Falta saber como se vão comportar os Trump nas próximas horas, tendo em conta os desafios que têm pela frente. Será Donald capaz de cumprir horários e as regras que lhe foram definidas para estar ao lado da rainha? Será que vai conter-se quando lhe perguntarem o que pensa de Corbyn, de Sadiq Khan (presidente da câmara de Londres) e das outras personalidades que declinaram o convite para estar no banquete, desta noite, no palácio de Buckingham? Será que vai novamente dizer que Londres e os outros Governos europeus têm de boicotar a chinesa Haiwei e impedi-la de participar nas redes 5G? Que esperar da sua presença, esta quarta-feira, em Portsmouth, nas cerimónias oficiais do 75º aniversário do D-Day (o desembarque na Normandia)?

Questões que a monarca britânica terá colocado seguramente a si própria nas últimas semanas e meses. No entanto, com a fleuma dos seus 93 anos, ela saberá com certeza lidar com qualquer imponderável, graças à sua experiência com 13 presidentes dos EUA.

O que se segue é uma fotogaleria com imagens e momentos históricos partilhados entre Isabel II e os ocupantes da Casa Branca em quase sete décadas.

1. Os atrasos e as broncas com Trump - Em julho de 2018, mais de 250 mil pessoas demonstraram nas ruas de Londres o que pensavam do Presidente dos EUA. Uma das imagens que marcou a ocasião foi um gigantesco insuflável a retratar Donald Trump como um bebé anafado, alaranjado e de fraldas, com ar ameaçador. No entanto, o mais grave terão sido as incontáveis gaffes protocolares junto da rainha. Além de lhe ter chamado "mulher formidável", fê-la ficar vários minutos especada à entrada do Castelo de Windsor e depois, sem pedir desculpa pelo atraso, começou a andar sem esperar pela monarca, virando-lhe as costas e ignorando-a enquanto procurava as atenções dos fotógrafos.
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1. Os atrasos e as broncas com Trump - Em julho de 2018, mais de 250 mil pessoas demonstraram nas ruas de Londres o que pensavam do Presidente dos EUA. Uma das imagens que marcou a ocasião foi um gigantesco insuflável a retratar Donald Trump como um bebé anafado, alaranjado e de fraldas, com ar ameaçador. No entanto, o mais grave terão sido as incontáveis gaffes protocolares junto da rainha. Além de lhe ter chamado "mulher formidável", fê-la ficar vários minutos especada à entrada do Castelo de Windsor e depois, sem pedir desculpa pelo atraso, começou a andar sem esperar pela monarca, virando-lhe as costas e ignorando-a enquanto procurava as atenções dos fotógrafos.

WPA Pool/ Getty Images

2. As mãos de Michelle e os brindes de Barack - O 44º Presidente dos EUA visitou em três ocasiões o Reino Unido e logo no primeiro encontro, a 1 de abril de 2009, aconteceu o impensável. Contra todas as regras de protocolo e de etiqueta, a primeira dama Michelle Obama, em pleno Palácio de Buckingham, ousou tocar a rainha e colocou-lhe o braço atrás das costas. Apesar das críticas, o aparente incidente não suscitou o mínimo problema, como viria depois a explicar a protagonista deste episódio, no seu recém-publicado livro de memórias, Becoming, a minha história. Muito mais embaraçante foi um outro momento, em 2011, quando Barack Obama fez um brinde à rainha e começou a tocar o hino britânico, com ele a continuar o discurso julgando que se tratava de música de fundo.
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2. As mãos de Michelle e os brindes de Barack - O 44º Presidente dos EUA visitou em três ocasiões o Reino Unido e logo no primeiro encontro, a 1 de abril de 2009, aconteceu o impensável. Contra todas as regras de protocolo e de etiqueta, a primeira dama Michelle Obama, em pleno Palácio de Buckingham, ousou tocar a rainha e colocou-lhe o braço atrás das costas. Apesar das críticas, o aparente incidente não suscitou o mínimo problema, como viria depois a explicar a protagonista deste episódio, no seu recém-publicado livro de memórias, Becoming, a minha história. Muito mais embaraçante foi um outro momento, em 2011, quando Barack Obama fez um brinde à rainha e começou a tocar o hino britânico, com ele a continuar o discurso julgando que se tratava de música de fundo.

WPA Pool/ Getty Images

3. As guerras de George W. Bush em Londres - Se não existisse Donald Trump, o 43º Presidente dos EUA ainda seria o recordista dos protestos londrinos. As duas vezes que visitou o Reino Unido - em 2001 e 2003 -, Bush foi alvo de todas as críticas pela sua guerra contra o terrorismo e pelas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque. Na segunda das suas deslocações mais de 100 mil pessoas acusaram-no de ser um mentiroso que inventou as armas de destruição em massa para depor Saddam Hussein, o ditador iraquiano. Apesar da tensão nas ruas, os encontros com a rainha decorreram sempre com cordialidade. A única gafe entre ambos ocorreu em maio de 2007, em Washington, quando George W. propôs um brinde ao bicentenário da independência da América, referindo-se a 1976, em vez de dizer 1776
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3. As guerras de George W. Bush em Londres - Se não existisse Donald Trump, o 43º Presidente dos EUA ainda seria o recordista dos protestos londrinos. As duas vezes que visitou o Reino Unido - em 2001 e 2003 -, Bush foi alvo de todas as críticas pela sua guerra contra o terrorismo e pelas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque. Na segunda das suas deslocações mais de 100 mil pessoas acusaram-no de ser um mentiroso que inventou as armas de destruição em massa para depor Saddam Hussein, o ditador iraquiano. Apesar da tensão nas ruas, os encontros com a rainha decorreram sempre com cordialidade. A única gafe entre ambos ocorreu em maio de 2007, em Washington, quando George W. propôs um brinde ao bicentenário da independência da América, referindo-se a 1976, em vez de dizer 1776

KIRSTY WIGGLESWORTH/ Getty Images

4. Bill Clinton e a carta comprometedora de Hillary - Isabel II conheceu o 42º Presidente dos EUA em 1994, durante as celebrações do 50º aniversário do Desembarque na Normandia. A relação entre ambos parece ter sido sempre cordial e, seis anos depois, a família presidencial foi convidada a beber chá com a monarca, no Palácio de Buckingham. A principal gaffe viria a ocorrer em 2010, quando Hillary era já a chefe da diplomacia americana na Administração Obama e decidiu enviar uma carta de parabéns à rainha, uma semana antes da data correcta do aniversário. Um erro desculpável se tivermos em conta que há um século que os detentores do trono britânico gostam de celebrar duas vezes o seu nascimento - uma tradição que remonta a Eduardo VII que veio ao mundo em novembro mas preferia comemorar em junho, por causa do bom tempo.
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4. Bill Clinton e a carta comprometedora de Hillary - Isabel II conheceu o 42º Presidente dos EUA em 1994, durante as celebrações do 50º aniversário do Desembarque na Normandia. A relação entre ambos parece ter sido sempre cordial e, seis anos depois, a família presidencial foi convidada a beber chá com a monarca, no Palácio de Buckingham. A principal gaffe viria a ocorrer em 2010, quando Hillary era já a chefe da diplomacia americana na Administração Obama e decidiu enviar uma carta de parabéns à rainha, uma semana antes da data correcta do aniversário. Um erro desculpável se tivermos em conta que há um século que os detentores do trono britânico gostam de celebrar duas vezes o seu nascimento - uma tradição que remonta a Eduardo VII que veio ao mundo em novembro mas preferia comemorar em junho, por causa do bom tempo.

GERRY PENNY/ Getty Images

5. O raspanete de Thatcher e o basebol de Bush - Em junho de 1989, o 41º Presidente dos EUA deslocou-se ao Reino Unido mas ele próprio assumiu mais tarde que a principal recordação dessa viagem não foi o tempo que passou com Isabel II. Nesses tempos conturbados de Gorbachov, de glasnost, de perestroika e de final da Guerra Fria, George H. W. Bush reuniu-se com a então primeira-ministra britânica - Margaret Thatcher - que lhe pregou um valente "sermão sobre a liberdade" e a necessidade dos EUA não reduzirem a sua presença militar na Europa. Dois anos depois, em compensação, Bush convenceu a monarca a atravesar o Atlântico e a assistir pela primeira e única vez na sua vida a um jogo de basebol, na cidade de Maryland - ela confessaria depois que jamais lhe passaria pela cabeça divertir-se tanto.
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5. O raspanete de Thatcher e o basebol de Bush - Em junho de 1989, o 41º Presidente dos EUA deslocou-se ao Reino Unido mas ele próprio assumiu mais tarde que a principal recordação dessa viagem não foi o tempo que passou com Isabel II. Nesses tempos conturbados de Gorbachov, de glasnost, de perestroika e de final da Guerra Fria, George H. W. Bush reuniu-se com a então primeira-ministra britânica - Margaret Thatcher - que lhe pregou um valente "sermão sobre a liberdade" e a necessidade dos EUA não reduzirem a sua presença militar na Europa. Dois anos depois, em compensação, Bush convenceu a monarca a atravesar o Atlântico e a assistir pela primeira e única vez na sua vida a um jogo de basebol, na cidade de Maryland - ela confessaria depois que jamais lhe passaria pela cabeça divertir-se tanto.

Anwar Hussein/ Getty Images

6. Os cavalos e a amizade com Reagan - Em junho de 1982, na companhia da sua mulher Nancy, Ronald Reagan fez a sua primeira visita oficial ao Reino Unido e teve o privilégio de pernoitar no Castelo de Windor, a convite da rainha. A experiência seria depois descrita pelo antigo ator e 40º Presidente como "um conto de fadas". Mas a sua empatia e posterior amizade com Isabel II deveu-se à paixão pelos cavalos que ambos partilhavam. Voltariam a encontrar-se mais cinco vezes - uma delas no rancho californiano de Reagan e a última em Londres, em 1989, onde ele seria agraciado com o grau de cavaleiro da Grande Cruz da Ordem do Banho, a mais importante distinção que o país concede a um cidadão estrangeiro. A monarca e Reagan corresponderam-se até quase à morte da antiga estrela de Hollywood.
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6. Os cavalos e a amizade com Reagan - Em junho de 1982, na companhia da sua mulher Nancy, Ronald Reagan fez a sua primeira visita oficial ao Reino Unido e teve o privilégio de pernoitar no Castelo de Windor, a convite da rainha. A experiência seria depois descrita pelo antigo ator e 40º Presidente como "um conto de fadas". Mas a sua empatia e posterior amizade com Isabel II deveu-se à paixão pelos cavalos que ambos partilhavam. Voltariam a encontrar-se mais cinco vezes - uma delas no rancho californiano de Reagan e a última em Londres, em 1989, onde ele seria agraciado com o grau de cavaleiro da Grande Cruz da Ordem do Banho, a mais importante distinção que o país concede a um cidadão estrangeiro. A monarca e Reagan corresponderam-se até quase à morte da antiga estrela de Hollywood.

Georges De Keerle/ Getty Images

7. O inacreditável beijo na boca de Jimmy Carter - O 39º Presidente dos EUA é recordado pela família real britânica como o rei das gaffes - e eventualmente como um plebeu mal-educado e sem a mínima noção do decoro diplomático. Jimmy Carter e Isabel II encontraram-se uma única vez, a 7 de maio de 1977, durante um banquete no Palácio de Buckingham, na qual estavam também presentes outros chefes de estado e de governo por causa de uma cimeira da NATO. Outra das personalidades convidadas era a rainha-mãe (a viúva de Jorge VI) que viria a protagonizar o incidente da noite com Jimmy Carter. Ao serem apresentados e para espanto de quem assistia, ele decidiu romper o protocolo e, em vez da vénia da praxe, deu um beijo na boca da antiga monarca. Ela, indignada, limitou-se a dizer: "Nunca ninguém fez isso desde que o meu marido morreu!". O episódio perturbou as relações entre Londres e Washington, que só viriam a normalizar-se com Ronald Reagan.
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7. O inacreditável beijo na boca de Jimmy Carter - O 39º Presidente dos EUA é recordado pela família real britânica como o rei das gaffes - e eventualmente como um plebeu mal-educado e sem a mínima noção do decoro diplomático. Jimmy Carter e Isabel II encontraram-se uma única vez, a 7 de maio de 1977, durante um banquete no Palácio de Buckingham, na qual estavam também presentes outros chefes de estado e de governo por causa de uma cimeira da NATO. Outra das personalidades convidadas era a rainha-mãe (a viúva de Jorge VI) que viria a protagonizar o incidente da noite com Jimmy Carter. Ao serem apresentados e para espanto de quem assistia, ele decidiu romper o protocolo e, em vez da vénia da praxe, deu um beijo na boca da antiga monarca. Ela, indignada, limitou-se a dizer: "Nunca ninguém fez isso desde que o meu marido morreu!". O episódio perturbou as relações entre Londres e Washington, que só viriam a normalizar-se com Ronald Reagan.

Bettmann/ Getty Images

8. A dança com Sua Alteza e pela independência - Em julho de 1976, Isabel II aceitou o convite para se deslocar a Washington e participar nas cerimónias oficiais do II centenário da declaração de independência dos EUA (face ao Reino Unido). O seu anfitrião foi Gerald Ford, o qual organizou um jantar de gala na Casa Branca, com a preciosa ajuda da primeira dama, Betty Ford. Entre elogios e declarações solenes a sublinhar que "os Estados Unidos jamais vão esquecer a sua herança britânica", o 38º Presidente desafiou a rainha para uma dança que ficaria célebre. Essa imagem acabaria por fazer esquecer a gaffe presidencial de tratar a ilustre convidada como Your Highness (Sua Alteza), em vez de Your Majesty (Sua Majestade).
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8. A dança com Sua Alteza e pela independência - Em julho de 1976, Isabel II aceitou o convite para se deslocar a Washington e participar nas cerimónias oficiais do II centenário da declaração de independência dos EUA (face ao Reino Unido). O seu anfitrião foi Gerald Ford, o qual organizou um jantar de gala na Casa Branca, com a preciosa ajuda da primeira dama, Betty Ford. Entre elogios e declarações solenes a sublinhar que "os Estados Unidos jamais vão esquecer a sua herança britânica", o 38º Presidente desafiou a rainha para uma dança que ficaria célebre. Essa imagem acabaria por fazer esquecer a gaffe presidencial de tratar a ilustre convidada como Your Highness (Sua Alteza), em vez de Your Majesty (Sua Majestade).

UniversalImagesGroup/ Getty Images

9. Nixon e os rumores do presidente casamenteiro - Ainda antes de tomar posse como 37º Presidente, Richard Nixon teve a oportunidade de estar mais do que uma vez com Isabel II, em 1957, quando ainda era o vice de Dwight Eisenhower e a monarca fez uma longa viagem pelos EUA. No entanto, só em 1969 se encontrariam, em Londres, na qualidade de chefes de estado, e após o mandato de Lyndon Johnson, com quem ela nunca se encontrou. E, nessa ocasião, a imprensa destacou as estranhas prendas trocadas entre Nixon e a rainha: fotografias dos dois, devidamente assinadas por cada um deles. No ano seguinte, Nixon voltaria à capital britânica e os jornais, dessa vez, deram eco aos rumores de que ele gostaria de ser compadre da monarca, apoiando uma eventual relação da sua filha mais velha, Tricia, com o príncipe Carlos, o pretendente à coroa britânica.
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9. Nixon e os rumores do presidente casamenteiro - Ainda antes de tomar posse como 37º Presidente, Richard Nixon teve a oportunidade de estar mais do que uma vez com Isabel II, em 1957, quando ainda era o vice de Dwight Eisenhower e a monarca fez uma longa viagem pelos EUA. No entanto, só em 1969 se encontrariam, em Londres, na qualidade de chefes de estado, e após o mandato de Lyndon Johnson, com quem ela nunca se encontrou. E, nessa ocasião, a imprensa destacou as estranhas prendas trocadas entre Nixon e a rainha: fotografias dos dois, devidamente assinadas por cada um deles. No ano seguinte, Nixon voltaria à capital britânica e os jornais, dessa vez, deram eco aos rumores de que ele gostaria de ser compadre da monarca, apoiando uma eventual relação da sua filha mais velha, Tricia, com o príncipe Carlos, o pretendente à coroa britânica.

Bettmann/ Getty Images

10. Os Kennedy e a má lingua de Jackie - Seis meses após a sua tomada de posse em Washington, John Kennedy atravessou o Atlântico para visitar o Reino Unido e conhecer a família real britânica. A expetativa era tanta que perto de meio milhão de pessoas aclamaram o 35º Presidente nas ruas de Londres. Mas Isabel II não partilhava esse entusiasmo com o reino de Camelot, como também era conhecido o ambiente à volta dos Kennedy. E havia uma razão bem concreta: JFK e a primeira dama fizeram questão de ser acompanhados pela irmã de Jackie, Lee Radziwill, e pelo marido desta última, o príncipe Stalisnaw Radziwill - um casal boémio que já conhecera outras núpcias anteriores. Ora o protocolo do Palácio de Buckingham impedia que a rainha recebesse pessoas divorciadas. Como se não bastasse, Jackie terá feito comentários pouco diplomáticos sobre as indumentárias da rainha e o mau gosto dos aposentos dos Windsor.
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10. Os Kennedy e a má lingua de Jackie - Seis meses após a sua tomada de posse em Washington, John Kennedy atravessou o Atlântico para visitar o Reino Unido e conhecer a família real britânica. A expetativa era tanta que perto de meio milhão de pessoas aclamaram o 35º Presidente nas ruas de Londres. Mas Isabel II não partilhava esse entusiasmo com o reino de Camelot, como também era conhecido o ambiente à volta dos Kennedy. E havia uma razão bem concreta: JFK e a primeira dama fizeram questão de ser acompanhados pela irmã de Jackie, Lee Radziwill, e pelo marido desta última, o príncipe Stalisnaw Radziwill - um casal boémio que já conhecera outras núpcias anteriores. Ora o protocolo do Palácio de Buckingham impedia que a rainha recebesse pessoas divorciadas. Como se não bastasse, Jackie terá feito comentários pouco diplomáticos sobre as indumentárias da rainha e o mau gosto dos aposentos dos Windsor.

PhotoQuest/ Getty Images

11. A visita dois em um, Ike e Hoover - Em outubro de 1957, quatro anos após ser coroada, Isabel II rumou a Washington D.C. com o objetivo de realizar a sua primeira visita oficial aos EUA, na qualidade de soberana do Reino Unido. Uma oportunidade para estar mais uma vez com Dwight Eisenhower, vulgo Ike, o 34º Presidente americano, ouvir rasgados elogios às suas capacidades e fazer ainda um desvio especial a Nova Iorque, para se instalar no Waldorf Astoria e conhecer um hóspede especial do hotel, Herbert Hoover, o homem que liderou os Estados Unidos entre 1929 e 1933, durante o período negro da Grande Depressão. A rainha manteve sempre uma relação próxima com Ike e corresponderam-se até à morte do antigo general e herói da Segunda Guerra.
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11. A visita dois em um, Ike e Hoover - Em outubro de 1957, quatro anos após ser coroada, Isabel II rumou a Washington D.C. com o objetivo de realizar a sua primeira visita oficial aos EUA, na qualidade de soberana do Reino Unido. Uma oportunidade para estar mais uma vez com Dwight Eisenhower, vulgo Ike, o 34º Presidente americano, ouvir rasgados elogios às suas capacidades e fazer ainda um desvio especial a Nova Iorque, para se instalar no Waldorf Astoria e conhecer um hóspede especial do hotel, Herbert Hoover, o homem que liderou os Estados Unidos entre 1929 e 1933, durante o período negro da Grande Depressão. A rainha manteve sempre uma relação próxima com Ike e corresponderam-se até à morte do antigo general e herói da Segunda Guerra.

Keystone/ Getty Images

12. De descapotável, com Truman - A 31 de outubro de 1951, com apenas 25 anos e quando ainda era apenas conhecida por princesa Isabel - ou Lilibet -, ela foi incumbida de ir a Washington, em representanção do pai, Jorge VI, já gravemente doente. Acompanhada do marido, Filipe, duque de Edimburgo, conheceu o Presidente Harry Truman e a primeira dama, Bess Truman, e os dois casais terão sentido uma empatia imediata, sobretudo pela forma como partilharam as respetivas experiências - mais ou menos épicas - sobre a Segunda Guerra. Por saber que a jovem tinha sido condutora de ambulâncias durante o conflito, o inquilino da Casa Branca desafiou-a para andarem juntos na limousine presidencial, um Cadillac descapotável também conhecido por Queen Mary.
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12. De descapotável, com Truman - A 31 de outubro de 1951, com apenas 25 anos e quando ainda era apenas conhecida por princesa Isabel - ou Lilibet -, ela foi incumbida de ir a Washington, em representanção do pai, Jorge VI, já gravemente doente. Acompanhada do marido, Filipe, duque de Edimburgo, conheceu o Presidente Harry Truman e a primeira dama, Bess Truman, e os dois casais terão sentido uma empatia imediata, sobretudo pela forma como partilharam as respetivas experiências - mais ou menos épicas - sobre a Segunda Guerra. Por saber que a jovem tinha sido condutora de ambulâncias durante o conflito, o inquilino da Casa Branca desafiou-a para andarem juntos na limousine presidencial, um Cadillac descapotável também conhecido por Queen Mary.

Bettmann/ Getty Images

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