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Alyssa Milano incendeia redes sociais ao pedir "greve de sexo" devido à aprovação de uma lei anti-aborto

Mundo

Michael Tran/ Getty Images

O estado da Geórgia, nos EUA, é o quarto a aprovar uma lei que proíbe a realização de um aborto logo após ser detetado o batimento cardíaco do feto. A atriz norte-americana diz que o que se está a passar é "horrível" para as mulheres

Na última sexta-feira, Alyssa Milano serviu-se das redes sociais para apelar a todas as mulheres que se juntassem a ela numa "greve de sexo". No Twitter, a atriz escreveu que os direitos reprodutivos das mulheres "estão a ser apagados" e que, até as mulheres voltarem a ter "controlo legal" pelos próprios corpos, não podem "simplesmente arriscar a gravidez".

Este apelo surgiu depois de ser assinada pelo republicano Brian Kemp, governador da Geórgia, uma lei anti-aborto que proíbe a interrupção voluntária da gravidez a partir do momento em que um médico detetar o batimento cardíaco de um feto humano. "Juntem-se a mim em não fazer sexo até que voltemos a ganhar a autonomia do nosso corpo”, escreveu Alyssa.

À Associated Press, a atriz disse aquilo que esta lei preconiza é "horrível". "Qualquer um que não esteja completa e totalmente indignado com isto e não veja onde é que pode chegar, não está a levar a ameaça a sério", defendeu.

Depois da sua publicação, surgiram várias críticas à atriz, muitas pessoas referindo que Alyssa estava a promover a falsa ideia de que as mulheres só fazem sexo para agradar aos homens.

De acordo com a CNN, esta lei refere que nenhum aborto é autorizdo ou deve ser realizado se for determinado que "a criança por nascer já tem batimento cardíaco humano", mas há exceções, que incluem as gravidezes que podem colocar a mulher em risco de vida ou aquelas que implicam danos irreversíveis às mães.

Quem defende a legalização do aborto critica esta lei pelo facto de uma mulher poder não aperceber-se que está grávida antes de o batimento cardíaco ser detetado, que normalmentre acontece às seis semanas de gravidez.

A publicação de Alyssa Milano, de 46 anos, já teve milhares de partilhas só no Twitter. Contudo, não foi apenas a atriz norte-americana que reagiu a este projeto-lei. Vários atores de Hollywood, incluindo Sean Penn e Amy Schumer, assinaram uma carta que refere que a indústria do cinema vai fazer todos os possíveis para apoiar as mulheres e aquilo que é mais seguro para elas.

Caso não seja vetada, a lei entrará em vigor a 1 de janeiro do próximo ano.

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