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Meghan e Harry quebraram outra vez o protocolo com o nascimento do bebé real – mas quebraram mesmo?

Mundo

Chris Jackson/ Getty Images

Não é a primeira vez que o duque e a duquesa de Sussex fogem ao protocolo da família real britânica. Desta vez foi com um anúncio de parto fora de horas e com a recusa de uma sessão fotográfica após o nascimento. Mas será tudo assim tão linear no protocolo real?

Pedro Dias

Pedro Dias

Jornalista

Harry e Meghan valorizaram desde sempre a sua privacidade. E com o nascimento do seu filho não foram diferentes. Markle não anunciou o seu trabalho de parto até o bebé real já ter nascido, e quando finalmente se soube onde a duquesa teve o bebé - que também não foi logo revelado – o casal recusou a típica sessão fotográfica à porta do hospital.

A decisão de manter o nascimento do bebé real privado já não era novidade. O casal tinha anunciado o mês passado que ia fazer os possíveis para ter a maior privacidade possível, o que parece incluir a quebra de alguns protocolos na família há gerações.

Ao contrário dos duques de Cambridge, o casal Sussex não quis publicidade imediata ao nascimento do filho. Ao invés, anunciaram a boa nova via Instagram, algo nunca antes feito. No tradicional anúncio em cavalete que se põe à entrada do palácio de Buckingham aquando de um nascimento real – desta vez colocado 12 horas após o acontecimento – os nomes dos médicos que participaram no parto não foram revelados, como seria costume.

Mas Markle não foi a primeira a quebrar tradições reais. Quem o diz é Kate Williams, historiadora real. O pai da rainha Isabel, Jorge VI, não deixou que figuras políticas assistissem ao nascimento da bebé que seria próxima herdeira do trono e, assim, “pôs um fim a esse protocolo”, conta ao Express. Já a princesa Diana foi a primeira mulher da família real a escolher a não ter um parto em casa e a recorrer à maternidade de Lindo Wing, no St Mary’s Hospital, para dar à luz o príncipe William.

“Há, portanto, muitas mulheres da família real que não só quebraram tradições como fizeram as suas próprias escolhas de como lidar com o parto”, revela Williams. Algumas chegaram até a criar as tradições hoje seguidas e aplaudidas pelos ingleses. A historiadora considera as críticas feitas à duquesa de Sussex injustas e reforça que, sendo o bebé Sussex um “minor royal” - devido a uma regra criada pelo rei Jorge V durante a Primeira Guerra Mundial – Markle nem sequer está a quebrar nenhum protocolo, pois nada a obriga a seguir um.

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