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Eleições em Espanha: PSOE ganha e PP obtém o pior resultado de sempre

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O líder do PSOE, e atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, no momento em que foi votar

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O PSOE foi o partido mais votado pelos espanhóis, neste domingo, com uma vitória que lhe dá 122 deputados, no momento em que estão contados 93,66% dos votos. Uma eleição que deixou afundado o PP, que recebe o pior resultado da sua história, com apenas 65 lugares do parlamento espanhol

Os socialistas do PSOE ganharam as eleições gerais realizadas este domingo em Espanha, mas para governar vai ter de negociar com outros partidos, nomeadamente os independentistas catalães responsáveis pela queda do atual executivo.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, precisa do apoio de pelo menos 176 deputados, a metade mais um dos 350 eleitos no Congresso dos Deputados, para poder governar sem os sobressaltos da anterior legislatura.

De momento, o PSOE cujos resultados provisórios lhe dão 122 deputados apenas conta com o muito provável apoio do Unidas Podemos com 42 - terá por isso de encontrar pelo menos mais 12 deputados para conseguir a estabilidade que não teve anteriormente, com apoios pontuais que falharam ao fim de 10 meses de Governo.

Já o Partido Popular sofreu o maior desastre das suas três décadas de história. Das 137 cadeiras (33,03%) das eleições de 2016, manteve apenas 65 lugares (93% dos votos contados), 16,7% dos votos, menos de metade do último saldo e ponto de ser ultrapassado pelos cidadãos. É verdade que Pablo Casado não apenas deixa de liderar uma alternativa ao governo socialista de Pedro Sánchez, mas fica afundado no pior resultado da sua história.

Por seu lado, o Ciudadanos foi a terceira força política mais votada, subindo dos 32 para os 57 lugares, no momento em que mais de 95% dos votos estão contados – o que deixa o partido liderado por Albert Rivera muito próximo dos 65 deputados do Partido Popular, e um potencial aliado numa aliança de governo alternativo com o PSOE.

Quanto ao Vox, esse, entra no Congresso como a quinta força com 24 deputados e cerca de 10% dos votos, avançava-se no momento em que 80% dos votos estavam contados. A extrema-direita volta assim ao parlamento espanhol quatro décadas depois, embora com menos força do que as sondagens previam: o partido Santiago Abascal passou de 47 182 votos – cerca de 0,2 por cento - em junho de 2016 para mais de 2,3 milhões de votos.