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Estes são os 15 candidatos até agora às primárias do Partido Democrata

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Antes de Beto O'Rourke, já havia 14 candidatos às primárias democratas

Beto O'Rourke

A lista está cada vez maior e o mais recente a entrar na corridaàs primárias democratas foi Beto O’Rourke, esse mesmo, aquele que ameaçou a vitória de Ted Cruz no estado do Texas, no ano passado. Aos 46 anos, pai de três filhos e criador do seu próprio negócio de desenvolvimento de software, o congressista de estilo descontraído é visto por muitos como uma espécie de ‘novo JF Kennedy’.

Cory Booker

O senador de Nova Jersey e ex-prefeito de Newark declarou a sua candidatura no início de fevereiro, depois de no ano passado já ter andado a fazer campanha pelos democratas em Iowa, Nevada, Carolina do Sul e Mississippi. Até agora, Booker fez-se sempre valer de uma mensagem de unidade e ação coletiva, prometendo reunir democratas e republicanos como ele tem feito em questões como a reforma da justiça criminal durante seu tempo no Senado. "Acho que muitas pessoas estão a começar a sentir que as forças que nos separam neste país são mais fortes do que as que nos unem. Eu não acredito nisso", disse Booker ao "The View", no dia em que anunciou a sua campanha. "Estou a concorrer para restaurar o nosso sentido de propósito comum".

Pete Buttigieg

Buttigieg tornou-se conhecido depois da disputa pela presidência do Comité Nacional Democrata em 2017 e agora é, aos 37 anos, o mais jovem participante da corrida de 2020 – candidatando-se assim também a ser o primeiro homem gay eleito presidente. Apesar de não ser um nome reconhecido, Buttigieg argumenta que poderia representar uma mudança geracional no governo - razão para falar frequentemente das questões que preocupam os americanos mais jovens, como a reforma tributária, controle de armas e mudanças climáticas.

Julian Castro

Cumpria funções como mayor na sua cidade natal, em San Antonio, no Texas, entre 2009 e 2014 quando foi convidado por Barack Obama para integrar o seu gabinete, como secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano. No início do ano, anunciou que também estava nesta corrida. "Estou a concorrer à presidência porque é hora de uma nova liderança, de novas energias e de um novo compromisso para garantir que as oportunidades que tenho estejam disponíveis para todos os americanos", disse ele.

John Delaney

O congressista de Maryland ainda não tinha cumprido sete meses do seu terceiro mandato quando anunciou a sua candidatura. Estávamos em julho de 2017. Foi o primeiro membro do Congresso a lançar uma licitação no ciclo de 2020. Empresário e milionário, Delaney já viajou para todos os 99 condados de Iowa - um direito de passagem para muitos candidatos - e frequentemente discute a sua abordagem pragmática e o desejo de colmatar as lacunas políticas. “O que o povo americano está realmente à procura é de um líder que nos tente unir e não que só fale para metade do país”, sublinhou Delaney, no início do ano.

Tulsi Gabbard

A veterana da guerra do Iraque também anunciou a sua candidatura em janeiro, na CNN – e depois, no Twitter: "Quando estamos juntos, não há desafio que não possamos superar. Juntam-se a mim?", postou Tulsi Gabbard, 37 anos, representante do Hawai – e agora também candidata às primárias democratas. Como pedra no seu currículo contam-se um antigo trabalho para uma organização anti-gay dirigida pelo pai e ainda ter defendido o presidente sírio Bashar al-Assad, que conheceu em 2017.

Kirsten Gillibrand

A democrata de Nova Iorque fez saber que estava na corrida durante uma entrevista no "The Late Show with Stephen Colbert", da CBS, em janeiro. "Vou concorrer à presidência dos Estados Unidos porque, como uma jovem mãe, vou lutar pelos filhos de outras pessoas com a mesma intensidade que lutaria pelas minhas", disse. As suas antigas posições políticas moderadas alimentaram especulações de que poderia ser uma forte candidata à eleição geral, mas algumas das suas antigas posições - como o apoio ao controlo de armas – podem ser um entrave. Gilibrand já argumentou que o seu pensamento em alguns desses tópicos já “evoluiu” desde que se juntou ao Senado.

Kamala Harris

Após meses de especulação, a senadora anunciou oficialmente que era candidata no "Good Morning America", da ABC, também no início do ano. “Amo o meu país. Amo o meu país", repetiu, disse. "Este é o momento em que sinto a responsabilidade de me levantar e lutar pelo melhor de quem somos." Caso Harris vencesse, seria não só a primeira mulher como a primeira afro-americana a ascender ao cargo mais alto do país - uma origem que já foi várias vezes questionada, dado que Harris tem também ascendência índia.

John Hickenlooper

Hickenlooper juntou-se a esta lista no início de março tentando beneficiar do seu sucesso no crescimento da economia no Colorado. Evitando as controversas leis ambientais e leis de controlo de armas, no seu vídeo de lançamento preferiu falar das divisões políticas do país. “Estou a concorrer porque precisamos de sonhadores em Washington, mas também precisamos fazer coisas", disse, insistindo que já provou ter capacidade para reunir pessoas e fazer a diferença.

Jay Inslee

O governador de Washington tornou-se o primeiro em exercício a entrar na corrida. A cumprir o segundo mandato, depois de mais de duas décadas como membro do Congresso, insiste que, passe o esforço em aumentar o salário mínimo no seu Estado e aumentar o acesso à educação infantil, ele é que fará a mudança a sério no país. "Nós fomos à lua e criámos tecnologias que mudaram o mundo", disse, no seu vídeo de lançamento. "A nossa próxima missão deve ser a de enfrentar o desafio mais urgente do nosso tempo: derrotar as alterações climáticas."

Amy Klobuchar

Klobuchar anunciou a sua campanha em fevereiro, lançando uma plataforma que incluía uma emenda constitucional para voltar a integrar o acordo do clima de Paris e ainda a defender a reforma da justiça criminal e a assistência médica universal. “Sou o candidato de todos os pais que querem um mundo melhor para os seus filhos”, disse, no seu comício de abertura.” Estou a concorrer para que todos os estudantes tenham uma boa educação; para todos os idosos que querem medicamentos a preços acessíveis. Para cada trabalhador, agricultor, sonhador, construtor. Para todos os americanos", sublinhou. Senador do Minnesota, é visto favoravelmente por alguns democratas pela força que tem no seu estado natal – parte de uma região que ajudou Trump a vencer em 2016.

Bernie Sanders

Depois de uma campanha em 2016 que o levou a acumular milhões de adeptos, e a só perder para Hillary Clinton, Sanders entrou na corrida de 2020 também em fevereiro. Começou por enviar um mail aos seus apoiantes e depois apontou o dedo a Trump. "Sabem tão bem quanto eu que estamos a viver um momento crucial e perigoso na história americana", escreveu. "Estamos a concorrer contra um presidente que é um mentiroso patológico, uma fraude, um racista, um sexista, um xenófobo, alguém que está a minar a democracia americana e a conduzir-nos a um mundo autoritário.”

Elizabeth Warren

Depois de fazer saber que estava a estudar a questão antes do Ano Novo, Warren entrou oficialmente na corrida em fevereiro com um evento em Massachusetts. “Esta é a luta da nossa vida: a luta para construir uma América onde todos os sonhos são possíveis, uma América que funciona para todos. Estou nessa luta até ao fim.” Uma prolífera angariadora de fundos, que andou por vários Estados a ajudar outros democratas, Warren admitiu no fim do verão que iria dar atenção à disputa, acabando por se tornar um dos primeiros grandes nomes a dar o passo em frente.

Marianne Williamson

Williamson é mais conhecida fora dos círculos políticos, tendo escrito uma série de livros populares de autoajuda e como "amiga espiritual e conselheira" de Oprah Winfrey, o que lhe deu direito a com múltiplas aparições no programa e rede de televisão. No início do ano, anunciou o lançamento da sua campanha, em Los Angeles, depois de várias viagens a Iowa e a New Hampshire, a ver se angariava apoios. Em 2014, já concorrera para representar o 33º distrito congressional da Califórnia como independente, terminando em quarto lugar.

Andrew Yang

Yang, um empreendedor, tornou-se conhecido nesta campanha pela defesa de um rendimento básico universal, no mínimo mil dólares para todos os americanos a partir dos 18 anos. Além disso, Andrew Yang não poupa nas palavras para falar das desigualdades económicas entre os vários estados do país. "Fiquei impressionado quando vi as disparidades entre Detroit e São Francisco ou Cleveland e Manhattan. Uma pessoa sente que está a viajar para outras décadas e não apenas alguns fusos horários”, disse à "Rolling Stone", em janeiro. "E nenhum dos nossos líderes políticos está disposto a reconhecer o que está a destruir as nossas comunidades.”

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