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O piloto indiano que se tornou um herói depois da sua libertação do Paquistão é agora um ícone de moda na índia

Mundo

ARUN SANKAR/ Getty Images

Abhinandan Varthaman foi entregue às autoridades indianas na sexta-feira, na fronteira de Wagah, perto da cidade de Lahore, o que representou um gesto de paz entre o Paquistão e a Índia. Além de herói, o piloto tornou-se, agora, um exemplo de moda devido ao seu visual peculiar

Na última quarta-feira, o piloto da Força Aérea da União Indiana Abhinandan Varthaman foi capturado por militares do Paquistão depois de a aeronave que pilotava ter sido abatida durante uma luta aérea entre aviões de guerra paquistaneses e indianos, sobre a linha de cessar-fogo na região da Caxemira.

Esta sexta-feira, Abhinandan Varthaman foi entregue às autoridades indianas na fronteira de Wagah, perto da cidade de Lahore, atitude que, de acordo com o primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, representou um gesto de paz entre o Paquistão e a Índia e uma maneira de tentar amenizar o conflito entre os dois países. Imran Khan tinha anunciado, já na quinta-feira, no Parlamento, a libertação do piloto.

No lado indiano da fronteira, várias pessoas, incluindo polícias, esperaram Abhinandan Varthaman e receberam-no com vários ramos de flores e bandeiras da União Indiana.

Rapidamente aclamado um herói nacional, por se tornar o rosto das fortes tensões entre a Índia e o Paquistão, o piloto transformou-se, também, num ícone de moda indiano, com vários homens a imitarem o seu bigode caraterístico.

Este visual é, agora, conhecido em todo o país como "Abhinandan", em homenagem ao piloto.

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O look de Abhinandan Varthaman foi tão reconhecido que até a marca de laticíneos indiana Amul realizou uma campanha em sua homenagem, com o título "Sem um bigode, você não tem nada". O anúncio, partilhado no sábado, tem já centenas de milhares de visualizações.

Depois da libertação do piloto, a tensão entre a índia e o Paquistão diminuiu, não tendo sido registados confrontos na linha de separação nas horas seguintes. Na sua conta de Twitter, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, saudou o piloto e referiu que "a nação estava muito orgulhosa da sua coragem exemplar".

O conflito entre os dois países devido ao território de Caxemira, que começou há décadas, intensificou-se no mês passado, depois de quatro soldados e um polícia indianos terem sido mortos numa troca de tiros com militantes separatistas. Dias antes, um ataque suicida tinha matado 44 polícias paramilitares indianos na zona do conflito, atentado reivindicado por um grupo islamista paquistanês.

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