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Sete invenções criadas por mulheres que mudaram a nossa vida 

Mundo

Foi em 2015 que as Nações Unidas instituíram o dia 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, com o objetivo de alcançar o pleno e igual acesso e participação

Hedy Lamarr

Quando dizem o seu nome e a seguir acrescentam “inventora”, a surpresa é quase imediata. Então, mas não era uma bela atriz de Hollywood? Sim, mas era também uma engenheira de telecomunicações. Nascida na Áustria em 1914, Lamarr acabaria por se radicar nos EUA, onde, durante a II Guerra Mundial, se juntou ao compositor de jazz e também engenheiro George Antheil, para criar um sistema de comunicações completamente inovador: sem fios, guiava torpedos por frequência de rádio, e portanto, permitiria combater navios e submarinos durante a guerra. Só veio a ser usado na crise dos mísseis em Cuba, em 1962, mas o mais extraordinário é que é considerado o precursor do atual sistema de wi-fi.

Ada Lovelace

E se lhe disseram que o primeiro programador informático da história era uma mulher? A britânica Ada Lovelace, matemática e poeta, a única filha legítima do famoso Lord Byron, é reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage, engenheiro mecânico e inventor, seu conterrâneo na Inglaterra de meados dos anos 1800. Durante o tempo em que esteve ligada ao projeto de Babbage, Lovelace publicou ainda uma coleção de notas sobre o assunto, nas quais desenvolveu a ideia de os computadores serem capazes de irem além do mero cálculo ou processamento de números. Foi por isso que, em 1979, o Departamento de Defesa dos EUA deu o nome ADA a uma linguagem de programação.

Stephanie Kwolek

É a ela que se deve o kevlar, essa fibra sintética mais resistente do que o aço. É um material muito usado na indústria aeroespacial, mas também serve para fazer cabos submarinos, barcos, capacetes, roupa à prova de fogo e à prova de bala. Nascida em Pittsburgh, Kwolev era uma filha de imigrantes polacos que sonhava ser médica, mas acabou por se formar em química, em 1946 na Universidade Carnegie Mellon. Ainda pensou que conseguiria cumprir o seu sonho, trabalhando ao mesmo tempo na área da química, mas acabou por desistir. Em 1964, antecipando a escassez de gasolina, o seu grupo de investigação começou à procura de uma fibra leve e forte para ser usada em pneus. Em 1971, o kevlar era introduzido no mercado.

Julie Newmar

Atriz, bailarina, cantora, "a mais famosa intérprete da Catwoman na televisão”, começam por elencar todas as suas biografias – ao que depois é acrescentado que, foi a partir daquele papel, nos anos 1960, que acabou por inventar os collants, depois de ter decidido costurar umas meias de nylon escuras a umas cuecas pretas. Em pouco tempo, a invenção estava no mercado sob a marca Nudemar.

Josephine Cochrane

É mais um caso a comprovar que algumas das ideias mais brilhantes nascem da experiência. Cochrane, uma americana que cresceu no Illinois no século XIX, comemorou muitas festas de família em casa, acabando por cansar-se de no fim ter uma pilha imensa de loiça para lavar. Foi por isso que resolveu procurar outro sistema, inventando então um dos aparelhos que tornam a nossa vida muito mais fácil: a máquina de lavar loiça.

Angela Ruiz Robles

Uma das mais conhecidas inventoras espanholas, criou, entre outras coisas, a enciclopédia mecânica, considerada o precursor do livro eletrónico ou e-book. Professora de ortografia e gramática, conduziu vários projetos entre 1944 e 1949 - até que, no final daquela década, avançava para a primeira proposta de uma enciclopédia mecânica. Hoje, esse protótipo faz parte do Museu espanhol da Ciência e Tecnologia, na Corunha, onde morreu, em 1975.

Mary Phelps Jacob

Mais conhecida por Caresse Crosby, madrinha literária da Geração Perdida, formada por escritores como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald, é oficialmente a criadora do soutien. Tudo começou no dia em que se dirigia para uma festa e se apercebeu que o peito saía do espartilho do vestido. Como era muito despachada, atou um lenço em volta, cosendo duas fitas. Et voilá, um ano depois, o soutien era uma invenção patenteada, e faz hoje parte de qualquer armário feminino.