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Começam as buscas debaixo de água para procurar avião perdido em que Emiliano Sala viajava

Mundo

LOIC VENANCE/ Getty Images

A família do jogador argentino conseguiu arrecadar mais de 300 mil euros para o arranque de uma missão privada de resgate aéreo e subaquático

Passaram oito dias desde o desaparecimento de Emiliano Sala, o recém-contratado do Cardiff que, no dia 21, se deslocava num avião privado de Nantes para Cardiff, para iniciar os treinos com a nova equipa, quando o avião desapareceu dos radares 45 minutos depois de levantar voo, na zona do Canal da Mancha.

Depois de 80 horas de voo divididas entre três aviões e cinco helicópteros, dois botes salva-vidas e navios, a polícia Guernsey deu por terminada as buscas por Emiliano Sala e o piloto que o acompanhava, David Ibbotson, os dois únicos ocupantes do avião, na última quinta-feira. David Barker, o chefe de operações, referiu, em comunicado, que as hipóteses de sobrevivência neste momento são "extremamente remotas".

Agora, vai começar uma operação privada subaquática e aérea para tentar resgatar o jogador argentino. O financiamento desta missão foi garantido com doações de mais de quatro mil pessoas à família de Emiliano Sala, através da página GoFundMe, conseguindo ultrapassar os 300 mil euros.

Já no próximo fim de semana, dois barcos vão reiniciar as operações de busca. David Mearns, cientista e oceanógrafo que tem ajudado a famíla do jogador, confirmou que um navio de investigação vai iniciar uma busca submarina, no máximo até ao próximo domingo.

Em comunicado a vários jornalistas em Guernsey, o cientista referiu ter contratado "uma embarcação de investigação provida de equipamentos de busca de última geração, que será utilizada para conduzir uma busca submarina pelos destroços na área onde se estabeleceu a última comunicação com o piloto". As buscas à superfície vão continuar durante esse tempo, com a ajuda de vários barcos de pesca locais.

No início desta semana, o presidente do Cardiff, que assinou com o Nantes por um recorde de 15 milhões de libras, falou ao público pela primeira vez depois do acidente, pedindo desculpa pelo silêncio até então. "É impossível dormir", desabafou. "Estou na gestão do futebol há 40 anos e é de longe a semana mais difícil da minha carreira. É traumatizante. Não consigo entender a situação."