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Sánchez: “Brexit é uma desgraça”, mas este “é o melhor acordo possivel”

Mundo

FREDERICK FLORIN/ Getty Images

O primeiro-ministro espanhol está esta manhã em Estrasburgo para debater o futuro da Europa, mas criticou o chumbo do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia

Nuno Aguiar

Nuno Aguiar

Jornalista

Na sua declaração inicial, Pedro Sánchez disse respeitar a decisão dos deputados britânicos, mas acrescentou que “não podia deixar de lamentar o voto contra” do acordo entre a UE e o governo de Theresa May.

“Foi um acordo negociado durante um ano e meio. É o melhor acordo possível. É s opção que melhor protege os interesses de ambas as partes. Os direitos dos cidadãos e dos agentes económicos”, afirmou perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo. “É um acordo que tem um equilíbrio de concessões difícil de alcançar e que procura alcançar uma saída ordenada.”

Terça-feira à noite, o parlamento britânico chumbou o acordo de saída que os responsáveis do Reino Unido negociaram com a União Europeia no último ano meio. O resultado foi esmagador: 432 votos contra, 202 a favor. O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn anunciou uma moção de censura ao Governo de May, que será voltada já hoje e que poderá fazer cair o Executivo, o que torna o futuro do Brexit aind mais nebuloso.

Tal como Emmanuel Macron já tinha sublinhado ontem à noite, Sánchez também colocou a bola do lado dos britânicos. “Nós estamos a fazer o nosso trabalho, adoptando as medidas necessárias, tanto nos Estados membros como na Comissão Europeia, para minimizar o impacto de uma possível saída sem acordo.”

O governante espanhol não tem dúvidas: “sempre manifestei a opinião de que o Brexit é uma desgraça”. Tanto para o Reino Unido, como para o resto da Europa. “Ninguém ganha.” Mas, se é verdade que todos perdem, Sánchez nota que ninguém perderá tanto como os britânicos, em especial “os mais vulneráveis”.

Para o futuro, o primeiro-ministro espanhol deseja que “o Reino Unido escolha manter uma relação o mais estreita possível com a União Europeia”, desde que sejam respeitado o princípio da integridade do mercado interno e da autonomia de decisão da União Europeia.

O jornalista viajou a convite do Parlamento Europeu.