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Baby Shark: O que está por detrás deste fenómeno mundial

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Se a esta altura já está a entoar "doo doo doo doo doo doo", é porque sabe do que aqui se fala. Agora, na 32ª posição da Billboard Hot 100, a tabela das músicas mais vendidas nos EUA, só a versão original do tema tem milhares de milhões de visualizações no YouTube

Foi publicada no Youtube em junho de 2016 e, em apenas dois anos e meio, somou mais de 2 mil milhões de visualizações, estabelecendo, recentemente, uma posição na mais conhecida tabela de músicas mais vendidas nos EUA, a Billboard Hot 100.

A música Baby Shark tem uma letra muito fácil de decorar, com a palavra "shark" (tubarão) em todos os versos e um "doo doo doo doo doo doo" a acompanhar, ao longo de cerca de dois minutos. O resultado: fica na cabeça quase de imediato.

A este efeito junta-se o vídeo animado, em que duas crianças ensinam os passos da coreografia, que são, basicamente, os movimentos de um tubarão. Seja como for, a melodia, tão simples como repetitiva, cativou crianças e adultos de todo o mundo, com traduções para várias línguas.

Por sua vez, a Pinkfong, empresa de entretenimento infantil sul-coreana que desenvolveu esta versão no final de 2015, diz que o sucesso da música surgiu quando algumas bandas coreanas conhecidas, como a Red Velvet, a Girls' Generation ou a Black Pink, começaram a protagonizar diferentes atuações da música.

A empresa explicou que o objetivo da criação da música foi aproveitar uma melodia já existente e desenvolver uma canção com um ritmo mais alegre, assim como com uma letra fácil de decorar para os mais novos, o que resultou muito bem.

Em vários programas conhecidos, como o The Ellen DeGeneres Show e o The Late Late Show with James Corden, a música apareceu e, no verão de 2017, surgiu, nas redes sociais, o #BabySharkChallenge, com milhares de partilhas de pessoas a dançarem e a cantarem, desafio que ainda hoje se mantém.

Como tudo começou

Pensa-se que,na década de 90, dois educadores de infância norte-americanos, Shawnee Lamb e Robin Davies, compuseram a melodia que,30 anos mais tarde, estaria na 32ª posição das músicas mais vendidas dos EUA. O objetivo era desenvolver a psicomotricidade das crianças, através de movimentos básicos e, por isso, a música tornou-se muito comum em infantários.

Mas foi em 2007, na Alemanha, que o fenómeno começou realmente, com a criação de uma versão em alemão denominada Kleiner Hai. Esta versão, cantada e publicada pela alemã Alexandra Müller, tornou-se rapidamente um hit no país, com vários remixes feitos posteriormente. Em francês, também surgiu a versão "Bebe Requin".

Contudo, Johnny Only, artista de música infantil, afirma ser o criador da música, publicando, em 2011, no Youtube, um vídeo onde canta e dança ao lado de crianças e alegando não ter conhecimento da versão alemã de Alexandra Müller.

Apesar de ter sido publicada alguns anos antes da versão da empresa sul-coreana, a verdade é que esta última ganhou muita mais popularidade: a versão de Johnny Only tem pouco mais de 70 mil visualizações no Youtube.

Guerras de direitos de autor à parte, o que se tenta perceber, agora, é a razão de esta música ter entrado, apenas agora, na lista da tabela Billboard Hot 100, quase três anos depois do seu lançamento. Além do seu sucesso online, pode ter sido a saída de 23 músicas de Natal da lista logo depois das festas, que libertou algum espaço para a entrada de novas canções.

No Spotify, o Baby Shark já conta com mais de 50 milhões de reproduções.