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Responsável pelo serviço de fronteiras dos EUA defende conduta dos agentes no caso das duas crianças mortas

Mundo

GUILLERMO ARIAS/ Getty Images

No sábado, o Presidente Donald Trump declarou, via Twitter, que os culpados pela morte de duas crianças na fronteira dos EUA, enquanto estavam sob custódia das autoridades norte-americanas, são os democratas

O responsável do Serviço de Alfândegas e Proteção das Fronteiras dos Estados Unidos, Kevin McAleenan, garante que os seus agentes fizeram tudo o que estava ao seu alcance para garantir assistência médica às duas crianças da Guatemala que morreram este mês sob a sua custódia - Felipe Gomez Alonzo, de 8 anos, morreu no dia de Natal; Jakelin Caal, de 7, no início de dezembro, depois de ser detida, juntamente com o pai, pelos agentes norte-americanos que patrulhavam a fronteira numa zona remota do Novo México.

Caal estava a 150 quilómetros do posto de controlo fronteiriço quando começou a vomitar no autocarro. À chegada, foi vista por um agente que é também paramédico, e, depois, encaminhada para um hospital pediátrico em El Paso, onde acabaria por morrer. No caso do rapaz, foi um agente a reparar que a criança não estava bem e a enviá-lo para um hospital. Felipe estaria com gripe quando morreu.

"Os nosso agentes fizeram tudo o que podiam assim que estas crianças manifestaram sintomas de doença para salvá-las", assegura.

As mortes intensificaram o debate sobre a política de imigração dos EUA, com Donald Trump a exigir que o Congresso aprove um financimento de 5 mil milhões de dólares para a construção do muro ao longo da fronteira com o México

Em declarações ao programa This Week da ABC, Kevin McAleenan lamentou a morte das duas crianças em três semanas, classificando-as de "absolutamente devastadoras", ao mesmo tempo que recordou que há uma década que não se registava a perda de uma vida infantil sob custódia da agência.

A explicação para as mortes é, para Trump, simples, como deixou claro, este sábado, no Twitter:

"Qualquer morte de crianças ou outros na fronteira é estritamente culpa dos democratas e das suas patéticas políticas de imigração que permitem que as pessoas façam uma viagem tão grande a pensar que podem entrar no nosso país ilegalmente. Não podem. Se tivessemos um muro, nem tentariam", resume o Presidente, que acrescenta, em novo tweet, que as crianças em causa já estavam doentes e que o pai da primeira vítima disse que não lhe dava água havia vários dias.

Depois da morte da segunda criança, a agência anunciou que vai passar a submeter, sobretudo os menores de 10 anos, a um segundo exame médico.

Segundo McAleenan, o número de famílias a passar a fronteira ilegalmente tem vindo a aumentar a um ritmo constante nos últimos meses.