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Putin era espião russo, mas tinha cartão de identificação da secreta alemã

Mundo

Stasi Records Agency (BStU)

O presidente russo esteve colocado em Dresden, na Alemanha, quando era membro do KGB. Descobriu-se agora, nos arquivos, que também tinha identidade da Stasi

O cartão de identificação de Vladimir Putin foi encontrado nos arquivos da Stasi, a polícia secreta alemã.

O cartão data de 1985, altura em que o atual presidente russo trabalhava no KGB (a secreta russa) e estava colocado como espião na antiga Alemanha de Leste.

Os arquivos da State Security Service (conhecida como Stasi) são mantidos por uma agência que explicou que Putin “recebeu o cartão para que pudesse realizar o seu trabalho no KGB em cooperação com a Stasi”, não querendo dizer que fosse agente desta polícia. “Os representantes do KGB receberam acesso a todos os edifícios de escritórios da Stasi em todos os 15 distritos da Alemanha Oriental”, referiu o diretor da mesa agência à CNN.

No entanto, o jornal alemão Bild diz que esta “é a prova de que ele trabalhava” para a secreta alemã.

Putin esteve colocado em Dresden entre 1985 e 1989. Chegou com a patente de major, como está escrito nesta identificação, e foi subindo de patente até chegar a tenente-coronel.

O atual presidente russo tinha 33 anos quando foi para a Alemanha e saiu quando a situação política começou a mudar e o regime comunista colapsou.

O Kremlin já reagiu à notícia e o seu porta-voz, Dmitry Peskov, refere que a descoberta não é inesperada. “Como bem sabemos, na altura em existia a União Soviética, a KGB e a Stasi eram agências de inteligência parceiras, então é provável que houvesse uma troca de cartões de identidade", disse à Reuters.

Quando regressou à Rússia, depois da queda da Alemanha comunista, Putin tornou-se o líder do FSB, o sucessor do KGB. Em 2000 foi eleito presidente da Rússia.