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Homem foi obrigado a amputar uma perna depois de acidente enquanto jogava Pokémon Go

Mundo

Lam Yik Fei

O caso, publicado no BMJ Case Reports, aconteceu na Inglaterra, quando um homem que jogava Pokémon Go caiu, de costas, numa linha ferroviária, sofrendo várias queimaduras graves

A febre do jogo Pokémon Go aconteceu há mais de dois anos, mas continua a provocar acidentes. Um britânico distraiu-se a jogar e acabou por cair numa linha de comboio na Inglaterra, sofrendo queimaduras provocadas por descargas elétricas de alta tensão. Depois disso, foi levado para um hospital em Wiltshire, onde foi seguido por especialistas.

O acidente, que foi reportado no BMJ Case Reports, um site que permite o acesso a vários casos médicos, fez com que o homem sofresse, em 7% do corpo, queimaduras de terceiro grau, com o seu joelho e braço direitos, assim como as coxas e peito, gravemente queimados.

Depois disso, os médicos foram obrigados a amputar a sua perna direita, devido a uma "extensa perda de tecido" e a vários danos nos nervos, de acordo com o artigo publicado.

Especialistas da organização NHS Foundation Trust de Salisbury destacam este acidente como "um caso único de lesão elétrica, que resultou num incapacidade significativa" relacionada com o jogo, com o objetivo de alertar para o número crescente de acidentes provocados por distrações com o telemóvel.

Este jogo de realidade virtual aumentada, que utiliza os dados de GPS para dar indicações ao jogador de onde se encontram os "ginásios" e os Pokémons mais próximos, conseguiu, menos de uma semana após o lançamento, uma percentagem de downloads superior à aplicação Tinder e, dois dias depois, já estava instalado em 5,16% de todos os dispositivos Android nos EUA.

Os autores do artigo descrevem o uso de telemóveis por peões como um "importante problema de saúde pública", referindo, ainda, que este problema tem tendência a aumentar, com o desenvolvimento de vários jogos de realidade virtual e aumentada.

"Medidas para reduzir os riscos mais gerais associados à distração são, portanto, cruciais", afirmam. "Isso inclui medidas como obrigação de se diminuir a velocidade e multas para peões distraídos".

O artigo, publicado no fim de novembro, não revela quando e onde, exatamente, ocorreu o acidente.