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Dezenas de espiões americanos assassinados depois de China e Irão invadirem sistema de mensagens

Mundo

Kacper Pempel/ Reuters

Uma falha no sistema de comunicação entre agentes da CIA permitiu a terceiros intercetar as mensagens recorrendo apenas ao Google

Usada pela primeira vez no Médio Oriente para permitir a comunicação entre soldados em zonas de guerra, a plataforma online não foi concebida para uso fora desse contexto, mas acabou por ser adotada por agentes CIA dada a facilidade e rapidez de troca de mensagens que permitia. Uma falha "catastrófica" nas comunicações secretas da agência, graças a este sistema, entre 2009 e 2013, traduziu-se da perda de "dezenas de pessoas em todo o mundo", revela uma das 11 fontes, antigos responsáveis governamentais e da CIA, ouvidas pelo Yahoo News a propósito deste até aqui desconhecido episódio.

A exposição começou quando, na sequência da descoberta pelos EUA de uma fábrica de armas nucleares que o Irão pretendia secreta, o país se dispôs a encontrar os informadores norte-americanos no território. Nessa empreitada, os iranianos descobriram um dos sites usados pelos agentes dos EUA... através do Google. Em 2011, o Irão já estava inflitrado na rede e e não tardava a anunciar que tinha desfeito 30 redes de espiões norte-americanos.

As fontes ouvidas na investigação adiantam que alguns agentes foram executados, outros feitos prisioneiros,

Um cenário semelhante ocorreu na China, onde 30 agentes foram executados. Aqui, a falha foi de um segundo e temporário sistema de comunicações, que permitiu a Pequim saber exatamente onde estava cada espião dos EUA no país.

É convicção geral que o Irão e a China trocaram informações sobre o caso e concertaram o ataque.