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É uma "nova etapa" na relação entre EUA e Coreia do Norte, diz Trump

Mundo

O Presidente dos Estados Unidos disse estar preparado para iniciar uma nova etapa nas relações com a Coreia do Norte e que o país asiático se comprometeu com a desnuclearização completa do seu arsenal

"A Coreia do Norte já está a destruir um grande local de teste de mísseis, acordámos isso já depois de termos assinado o acordo", disse Donald Trump na conferência de imprensa que marca o final do encontro com o Presidente da Coreia do Norte.

Na apresentação do acordo, Trump afirmou que as sanções vão permanecer em vigor até ser comprovado que a Coreia do Norte está a destruir as suas armas.

Questionado sobre o calendário deste processo, o Presidente dos Estados Unidos admitiu que isso demora muito tempo, mas vincou que "esse processo quando se começa basicamente está feito, porque deixam de poder usar as armas".

Nas respostas aos jornalistas, Trump defendeu que a Coreia do Norte "tem uma oportunidade como nenhuma outra" e classificou o líder norte-coreano como uma pessoa "que pode ser lembrado como alguém que trouxe uma nova era de prosperidade ao país".

Sobre as garantias de segurança, o líder norte-americano disse que não passará ainda por reduzir a presença militar norte-americana na península coreana, mas assegurou: "Nalgum ponto os 32 mil soldados [norte-americanos] vão voltar a casa e vamos parar com os jogos de guerra".

"Kim Jong-un mostrou-se muito firme e quer fazer isto tanto ou até mais do que eu, e quando aterrar [em Pyongyang] vai começar já o processo", disse ainda Donald Trump.

Questionado sobre a questão dos direitos humanos, Trump respondeu que a questão "foi discutida e será ainda mais debatida no futuro", mas direcionou a resposta para as "muitas cartas e telefonemas" que recebeu pedindo o regresso dos restos mortais dos soldados norte-americanos mortos na Coreia do Norte, e assegurou que os restos mortais de mais de 6.000 soldados vão regressar aos Estados Unidos.

Trump admitiu ir a Pyongyang no futuro, e acrescentou que já convidou o líder norte-coreano para a Casa Branca "na altura apropriada, e ele aceitou".

Este foi o primeiro encontro entre os líderes dos dois países depois de quase 70 anos de confrontos políticos no seguimento da Guerra da Coreia e de 25 anos de tensão sobre o programa nuclear de Pyongyang.

Este encontro histórico ocorreu depois de, em 2017, as tensões terem atingido níveis inéditos desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), face aos sucessivos testes nucleares de Pyongyang e à retórica beligerante de Washington.

A cimeira começou pouco depois das 09:00 de terça-feira (02:00 em Lisboa), num hotel em Singapura, e resulta de uma corrida contra o tempo - com uma frenética atividade diplomática em Washington, Singapura, Pyongyang e na fronteira entre as duas Coreias.

com Lusa