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Sem-abrigo da Torre Grenfell afinal tem um apartamento

Mundo

Dan Kitwood / GettyImages

Joe Delaney tem sido uma das vozes mais ouvidas em defesa dos sobreviventes do incêndio que, a 14 de Julho, varreu uma torre de Londres com 24 andares e 120 apartamentos. Vivia lá perto e alega que não pode dormir em sua casa, razão pela qual tem um hotel de quatro estrelas pago. Mas agora o “Sunday Times” diz que afinal costuma ir a essa casa

Joe Delaney, de 38 anos, vivia perto da Torre Grenfell, o prédio de 24 andares de Londres que, a 14 de julho, foi devastado por um gigantesco incêndio que provocou 71 vítimas mortais. Tem sido uma das vozes mais ativas na defesa dos sobreviventes do incêndio, representando ex-residentes da torre, e não só tem um quarto pago num hotel de quatro estrelas (com o custo de 120 libras por noite) como tem exigido 300 libras por semana de subsídio de alimentação por estar longe de casa. Agora, o “Sunday Times” escreve que o ativista afinal tem um apartamento em North Kensington (perto das torres), que usa regularmente, apesar de dizer que não pode viver lá.

O jornal britânico fotografou Joe Delaney duas vezes a sair desse apartamento. O ativista alega que algumas vezes ficou hospedado em casas de familiares e noutras foi a sua casa buscar pertences, usar o computador ou ver os seus vizinhos. Acrescentou ainda no Twitter que não há nada que o obrigue a passar todas as noites no hotel ou o proíba de aceder ao seu apartamento. O que acontece, explica, é que o apartamento não é ainda seguro para habitar – porque os trabalhos de segurança contra incêndios ainda não foram concluídos.

Joe Delaney tem feito duras críticas à falta de apoio aos residentes afectados pelo fogo. Além dos moradores da Torre Greenfell, também os moradores de três propriedades perto da torre foram obrigados a sair das suas casas na noite de 14 de Julho e estão à procura de uma casa alternativa.

  • As histórias por detrás das chamas

    Sociedade

    Apesar de extinto, o incêndio que destruiu a torre Grenfell, na zona oeste de Londres, esta quarta-feira, continua a fazer mossa. Tão depressa não vão parar de surgir histórias das quase 600 pessoas que moravam nos 127 apartamentos, espalhados por 24 pisos. Multiplicam-se os apelos nas redes sociais em busca dos desaparecidos e contam-se histórias de sobrevivência e trauma