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"Os cães são amigos. Não comida". Esquiador americano adota cachorro na Coreia do Sul e críticas não tardaram

Mundo

David Ramos/ Getty Imaes

Um dos elementos mais populares da comitiva norte-americana nos Jogos Olímpicos de Inverno, Gus Kenworthy viu-se no centro de uma acesa polémica depois de contar no Instagram que adotou um animal de uma quinta destinada à produção de carne de Cão

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"Então achas que não faz mal comer porcos, vacas, galinhas, peixes e mais mas quando se trata de um animal que cresceste a ver como um animal de estimação, decides que não está certo e que não devia acontecer? Não achas que não está certo as quintas manterem galinhas aos milhares num espaço confinado onde nem têm espaço para se mexerem?" Este é um dos mais recentes comentários ao post no Instagram que o esquiador olímpico publicou há três dias, com uma foto de um cachorro que adotou depois de ver as condições em que os animais eram mantidos numa quinta de produção de carne de cão, entretanto encerrada.

Gus Kenworthy, um dos mais populares atletas de inverno dos EUA, mostrou Beemo e rebateu por antecipação o argumento de que comer carne de cão parte da cultura coreana: "Embora eu pessoalmente não concorde com isso, concordo que não me cabe impôr os ideais ocidentais. A forma como estes animais são tratados, no entanto, é completamente desumana e a cultura nunca deve ser um bode expiatório para a crueldade."

O post, com perto de 200 mil gostos, gerou reações opostas. Se muitos comentam as "formas igualmente dramáticas" como são tratados os animais destinados à alimentação humana no Ocidente, são muitos também os que elogiam o gesto de adotar o cão.

Mais tarde, no Twitter, Kenworthy fez questão de esclarecer que não estava a julgar o povo coreano. "Só quero ajudar a acabar com o abuso dos cães!"

A Humane Society International (HSI) conseguiu, entretanto encerrar a quinta em causa e resgatar 87 cães.