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Tortura e pena de morte no Iémen

Mundo

Rebeldes huthi no Iémen durante uma demonstração para novos voluntários

MOHAMMED HUWAIS / GettyImages

Amnistia Internacional denuncia casos de tortura e condenação à morte no Iémen, por parte do grupo armado huthi, como resposta à coligação árabe que reconhece o governo do país

A Amnistia Internacional (AI) denuncia que as forças huthi no Iémen, que controlam a capital do país, Sanaa, são responsáveis por desaparecimentos forçados, torturas e outras formas de maus-tratos e condenações à pena de morte em julgamentos sem o mínimo de Justiça, refere a organização de direitos humanos em comunicado.

A AI tem novas provas e testemunhos de que os huthis estão a ajustar contas políticas, devido ao conflito armado que se vive no país, usando o sistema judicial para pôr em causa a coligação liderada pela Arábia Saudita que reconhece o governo do Iémen e tem o apoio da ONU.

Desta vez, uma mulher e dois homens foram condenados à morte e a AI diz que o julgamento teve “graves violações” e que, segundo advogados e ativistas iemenitas, foi a primeira vez que uma mulher foi condenada à morte num processo de “segurança do Estado”.

No dia 30 de janeiro, um tribunal de Sana, especializado em casos de terrorismo e crimes contra o Estado sentenciou à morte estas três pessoas, por alegadamente ajudarem um país inimigo, sendo que uma quarta teve uma pena de 15 anos de prisão por “atos indecentes” relacionados com o caso.

A AI denuncia que os réus foram forçados a desaparecer, ficaram sem contactos com o exterior, foram levados para um local secreto onde estiveram durante meses, submetidos a constantes humilhações e abusos físicos e sem poderem falar com a família os os advogados.

Os huthi controlam parte do território do Iémen desde 2014 e têm prendido muitos opositores que, depois, torturam.