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Quando a solidão é um problema tão grave que justifica um Ministério

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Para os britânicos não há dúvidas: trata-se de um problema grave que torna os doentes mais vulneráveis a infeções virais

“Para demasiadas pessoas, a solidão é a triste realidade da vida moderna”, explicou Theresa May, a primeira-ministra, em comunicado, no dia 19, quando anunciou a mais recente inovação do seu Governo: um Ministério da Solidão, que vai ser dirigido por Tracey Crouch, a acumular com o cargo de subsecretária de Estado para o desporto e sociedade civil que já desempenhava.

As funções na nova ministra vão passar por liderar um grupo intergovernamental que terá a responsabilidade de dirigir a ação sobre a solidão em todas as partes do Governo – e mantê-lo na agenda.

“A verdade é que não se trata de um problema singular. Afeta pessoas de todas as idades, com e sem deficiência, recém-mamãs, refugiados, quem tem família chegada e quem não tem, e não tem uma solução simples. O meu desafio é o de criar e coordenar uma estratégia que cruze o Governo, empresas, instituições de caridade e muitos outros parceiros para durar uma geração”, explicou Crouch, no seu perfil de Facebook, recordando ainda o empenho desenvolvido pela trabalhista Jo Cox. Cox foi uma das principais impulsionadoras dos estudos da solidão nos últimos anos e criara mesmo uma comissão dedicada ao assunto, antes de ser assassinada em 2016.

Um primeiro relatório dessa comissão aventa que nove milhões de adultos estão frequentemente, ou sempre, solitários e que 3,6 milhões de pessoas com pelo menos 65 anos vêm na televisão a principal forma de companhia. A estratégia final vai ser publicada durante este ano.