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Tumores cerebrais tratados através da injeção de vírus nos pacientes

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Diversos tipos de cancros podem ser tratados através da injeção de um vírus que estimula as defesas naturais do corpo humano, defende um estudo publicado recentemente

Um grupo de investigadores conseguiu tratar tumores cerebrais ao injetar vírus na corrente sanguínea de pacientes oncológicos.

O procedimento tinha como objetivo a estimulação das defesas internas dos pacientes, de forma a conseguirem combater os tumores.

"A presença de cancro no cérebro amortece o sistema imunitário do próprio corpo", informa Susan Short, coautora do estudo e oncologista na Universidade de Leeds, no Reino Unido.

No entanto, os vírus - manipulados para procurar células cancerígenas - contrariam este efeito, reativando as defesas naturais do corpo.

Os resultados do estudo, publicados na revista científica Science Translational Medicine, comprovam a eficácia da imunoterapia no tratamento do cancro, um procedimento já em utilização.

"Os nossos sistemas imunitários não são muito bons a 'ver' cancros – em parte porque as células cancerígenas se parecem com as células do nosso próprio corpo; e em parte porque os cancros são bons a dizer às células imunes para fechar os olhos", diz Alan Melcher, investigador no The Institute of Cancer Research, em Londres.

"Mas o sistema imunitário é muito bom a ver vírus", acrescenta.

E foi com base nessa premissa que os investigadores introduziram vírus do género Orthoreovirus - ou reovírus - nos tumores cerebrais de nove pacientes oncológicos.

Todos os participantes tinham data marcada para a remoção cirúrgica dos tumores e foram injetados com o vírus dias antes das operações.

Após a remoção, os investigadores conseguiram analisar os tumores e procurar quaisquer vestígios de resposta imunitária do corpo. Em todos os nove casos, foram encontradas provas de que o vírus estimulou, de facto, respostas imunitárias do corpo que atacaram os tumores – mesmo aqueles encontrados em zonas profundas do cérebro.

Os cientistas identificaram a presença de linfócitos T – um tipo de glóbulo branco – e de interferon - uma substância potenciadora de reações imunitárias - a atacar os cancros.

O vírus causou aos pacientes efeitos secundários semelhantes aos da gripe e nada mais.

Como grupo de controlo, os cientistas usaram amostras de pacientes oncológicos que, tal como os nove participantes, foram operados, mas não foram injetados com vírus previamente.

O estudo serviu também para perceber que este vírus tem a capacidade de penetrar a barreira hematoencefálica - uma membrana cerebral que regula as trocas entre o cérebro e a corrente sanguínea. Sem essa capacidade, o vírus teria de ser injetado diretamente no cérebro, o que poderia ser mais arriscado para os pacientes.

"Iniciámos estudos clínicos para ver quão eficaz esta imunoterapia viral pode ser no prolongamento e melhoria das vidas dos pacientes com tumores cerebrais, que atualmente têm disponíveis opções de tratamento muito limitadas.", diz Melcher.

O novo estudo irá aliar o efeito do reovirus ao da quimioterapia e radiologia usados presentemente no tratamento de cancros.

Um grupo de investigadores conseguiu tratar tumores cerebrais ao injetar vírus na corrente sanguínea de pacientes oncológicos.

O procedimento tinha como objetivo a estimulação das defesas internas dos pacientes, de forma a conseguirem combater os tumores.

"A presença de cancro no cérebro amortece o sistema imunitário do próprio corpo", informa Susan Short, coautora do estudo e oncologista na Universidade de Leeds, no Reino Unido.

No entanto, os vírus - manipulados para procurar células cancerígenas - contrariam este efeito, colocando as defesas naturais do corpo de volta em ação.

Os resultados do estudo, publicados na revista científica Science Translational Medicine, comprovam a eficácia da imunoterapia no tratamento do cancro, um procedimento já em utilização.

"Os nossos sistemas imunitários não são muito bons a 'ver' cancros – em parte porque as células cancerígenas se parecem com as células do nosso próprio corpo; e em parte porque os cancros são bons a dizer às células imunes para fechar os olhos", diz Alan Melcher, investigador no The Institute of Cancer Research, em Londres.

"Mas o sistema imunitário é muito bom a ver vírus", acrescenta.

E foi com base nessa premissa que os investigadores introduziram vírus do género Orthoreovirus - ou reovirus, como os cientistas apelidam no estudo - nos tumores cerebrais de nove pacientes oncológicos.

Todos os participantes tinham data marcada para a remoção cirúrgica dos tumores, e foram injetados com o vírus dias antes das operações.

Após a remoção, os investigadores conseguiram analisar os tumores e procurar quaisquer vestígios de resposta imunitária do corpo.

Em todos os nove casos, foram encontradas provas de que o vírus estimulou, de facto, respostas imunitárias do corpo que atacaram os tumores – mesmo aqueles encontrados em zonas profundas do cérebro.

Os cientistas identificaram a presença de linfócitos T – um tipo de glóbulo branco – e de interferon - uma substância potenciadora de reações imunitárias - a atacar os cancros.

O vírus causou aos pacientes efeitos secundários semelhantes aos da gripe, e nada mais.

Como grupo de controlo, os cientistas usaram amostras de pacientes oncológicos que, tal como os nove participantes, foram operados, mas não foram injetados com vírus previamente.

O estudo serviu também para perceber que que este vírus tem a capacidade de penetrar a barreira hematoencefálica - uma membrana cerebral que regula as trocas entre o cérebro e a corrente sanguínea. Sem essa capacidade, o vírus teria de ser injetado diretamente no cérebro, o que poderia ser mais arriscado para os pacientes.

"Iniciámos estudos clínicos para ver quão eficaz esta imunoterapia viral pode ser no prolongamento e melhoria das vidas dos pacientes com tumores cerebrais, que atualmente têm disponíveis opções de tratamento muito limitadas.", diz Melcher.

O novo estudo irá aliar o efeito do reovirus ao da quimioterapia e radiologia usados presentemente no tratamento de cancros.