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Sem conseguir formar governo, Angela Merkel falta a Cimeira Social

Mundo

Angela Merkel esteve esta madrugada reunida com os líderes dos Verdes, Cem Oezdemir (esquerda), do FDP, Christian Lindner (direita) e da CSU, Horst Seehofer (de costas), quando se aproxima o final do prazo para que exista um acordo que permita à chanceler formar governo

ODD ANDERSEN ( Reuters

A chanceler alemã está num impasse para formar um governo de coligação e não vai à Suécia. A eurodeputada Maria João Rodrigues diz que é negligência

É a primeira Cimeira Social europeia a acontecer nos últimos 20 anos e vão estar presentes os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, bem como os mais altos responsáveis das instituições: presidente da Comissão, do Conselho e do Parlamento Europeu. Mas há uma falta que já foi considerada pouco aceitável. A chanceler alemã Angela Merkel não vai estar hoje, dia 17, em Gotemburgo, na Suécia, para assinar o "Pilar Europeu dos Direitos Sociais", a carta que congrega os 20 princípios para o Justo Emprego e Crescimento.

Maria João Rodrigues, eurodeputada do PS, que escreveu o relatório do Parlamento Europeu, disse que Angela Merkel está a ser “negligente” ao faltar à Cimeira. Apesar do argumento dado por Merkel, de que está a negociar a coligação que vai governar a Alemanha, a eurodeputada portuguesa disse que essa é uma justificação “inaceitácel”. “Ela é a figura líder da família conservadora na Europa, não é uma pessoa de segunda linha”, acrescentou.

Portugal vai ser representado pelo primeiro-ministro António Costa e pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

Depois de árduas negociações entre países e instituições, o "Pilar Europeu dos Direitos Sociais", uma promessa feita pelo presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, vê agora a luz do dia e será carimbado oficialmente.

Os 20 princípios enunciados pretendem uma Europa mais justa e inclusiva, igualdade de oportunidades no acesso ao trabalho e condições de trabalho justas.

Exige-se um aumento urgente do salário dos trabalhadores e “um ponto final no dumping e na estagnação salarial”; promoção da contratação coletiva; redução das disparidades de ordenado entre homens e mulheres; condições de trabalho dignas para todos, incluindo o “direito de se desconectar”; equilíbrio entre vida pessoal e profissional; ou garantir a todas as crianças educação e cuidados de saúde gratuitos.