As imagens que contam como foi este domingo na Venezuela
31.07.2017 às 10h05
Dez pessoas, incluindo dois adolescentes de 13 e 17 anos, morreram no domingo, na Venezuela, na violência que acompanhou a eleição da Assembleia Constituinte decidida pelo Presidente Nicolas Maduro
Quatro pessoas morreram no estado de Tachira (oeste), na fronteira com a Colômbia, durante manifestações.
Três homens foram mortos no estado de Merida (oeste, um no estado de Lara (norte), um no estado de Zulia (norte) e um dirigente da oposição no estado de Sucre (norte), indicou num novo balanço o Ministério Público venezuelano.
A convocatória para a eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte foi feita a 01 de maio por Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.
A oposição venezuelana, que decidiu não participar na eleição, acusa Maduro de querer usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.
Assembleia Constituinte da Venezuela será empossada num prazo de 24 a 72 horas
O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder) anunciou hoje que a Assembleia Constituinte vai ser empossada num prazo de 24 a 72 horas.
"A Assembleia Constituinte é um facto e vai ser empossada no prazo máximo de 72 horas. Mas poderá acontecer em 24" horas, disse Diosdalo Cabello aos jornalistas.
A cerimónia vai decorrer no Palácio Federal Legislativo, sede da Assembleia Nacional (parlamento), onde a oposição detém a maioria desde janeiro de 2016.
O "número dois" do "chavismo" [referência ao Presidente da Venezuela Hugo Chávez, que morreu em 2013], Cabello elogiou a participação dos venezuelanos nas eleições de domingo, onde apenas foram eleitos candidatos do "chavismo" à Assembleia Constituinte.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou hoje que 8.089.320 pessoas votaram, no domingo, nas eleições para a Assembleia Constituinte, promovida pelo Presidente Nicolas Maduro.
Mais de cem pessoas foram mortas nos protestos anti-governamentais que têm agitado a Venezuela desde o passado dia 01 de abril.
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