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Trump acusado de passar informação "altamente classificada" à Rússia

Mundo

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© Carlos Barria / Reuters

As revelações do Presidente ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo terão sido mais graves do se supunha, pondo mesmo em causa a capacidade de Washington e dos seus aliados de detetar novas ameaças do Estado Islâmico

Donald Trump revelou informação secreta sobre o Estado Islâmico ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, revela esta terça-feira o Washington Post.

Segundo o jornal, o Presidente dos Estados Unidos disponibilizou a Lavrov informação relacionada com a possibilidade de os extremistas utilizarem computadores portáteis para realizarem algum tipo de ataque terrorista em voos comerciais.

Esta informação foi proporcionada por um país aliado dos Estados Unidos e o seu conteúdo é de tal forma secreto que outros parceiros não tiveram acesso a ele, segundo fontes citadas pelo Post.

A Casa Branca já classificou como "falsa" a notícia, com o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, o general H.R. McMaster, a garantir que "estava lá" e que isso "não aconteceu".

Também o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, participou no encontro entre Trump e Lavrov, na passada quarta-feira, e nega que se tenha falado sobre "fontes, métodos ou operações militares".

Nem McMaster nem Tillerson negaram que Trump tenha revelado informação secreta a Lavrov, em reação ao artigo.

Segundo o Post, a Casa Branca informou imediatamente a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla inglesa) e a Agência Nacional de Segurança (NSA) para reduzirem o impacto das revelações, que podem afetar a capacidade de Washington e dos seus aliados de detetar novas ameaças.

A reunião de Trump com os enviados russos aconteceu um dia depois de o Presidente norte-americano ter despedido o diretor do FBI, James Comey, que liderava uma investigação a uma alegada coordenação da campanha eleitoral de Trump com o Kremlin.