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Diretor do FBI achou que carta de demissão era uma partida de Trump

Mundo

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James Comey, ex-diretor do FBI despedido por Donald Trump, vai falar hoje numa audiência pública

Alex Wong/ Getty Images

É tão raro um diretor do FBI ser despedido (esta é apenas a segunda vez) que quando recebeu a carta de demissão, James Comey achou que era apenas uma brincadeira

O Presidente dos EUA, Donald Trump, despediu o homem que liderava a investigação do FBI sobre o envolvimento da sua campanha eleitoral com a Rússia e a oposição não hesita em falar numa operação de "encobrimento".

A Casa Branca garante que a demissão de Comey nada tem a ver com a Rússia, mas sim com a forma como lidou com a investigação ao caso dos emails de Hillary Clinton, o que, alega a Administração Trump, o deixou incapaz de "liderar o FBI eficazmente".

A Casa Branca vai "imediatamente" trabalhar para nomear um novo diretor, anunciou o Presidente, em comunicado.Numa mensagem enviada a Comey, e tornada pública pela Casa Branca, Donald Trump comunicou ao até então diretor do FBI que a sua demissão tinha "efeitos imediatos".

MANDEL NGAN/ Getty Images

Segundo a Sky News, Comey soube da sua demissão pela televisão e pensou, inicialmente, tratar-se de uma partida.

Ex-procurador federal e antigo vice-secretário da Justice, James Comey, de 56 anos, esteve muito tempo ligado aos republicanos, mas foi nomeado pelo antigo presidente democrata, Barack Obama, para a direção do FBI.

Quando tomou posse, a 20 de janeiro, Donald Trump pediu-lhe que permanecesse em funções.

A notícia do afastamento do diretor do FBI surge também depois de a agência AP ter noticiado que o FBI tinha enviado uma carta ao Congresso a corrigir o registo das declarações feitas no testemunho de Comey sobre Huma Abedin, uma colaboradora de Hillary Clinton.

Na carta enviada hoje, o FBI diz que Comey expressou-se mal quando disse que Abedin tinha reencaminhado "centenas de milhar" de 'emails' do portátil do marido, um antigo congressista Anthony Weiner.

O FBI disse que apenas um pequeno número de 'emails' encontrados no portátil tinha sido reencaminhado e muitas das situações se prendiam com o "backup" de outros dispositivos eletrónicos.

Durante o testemunho recente de James Comey, ouvido num Comité Judicial do Senado, o agora ex-diretor da polícia federal americana admitiu que não podia dizer inequivocamente que o Presidente não estava a ser investigado no caso das eventuais relações entre a sua equipa de campanha nas eleições de 2016 e a Rússia.