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Se a China não travar a Coreia do Norte, Trump diz que os Estados Unidos avançam por conta própria

Mundo

© Carlos Barria / Reuters

“Se a China não solucionar a (questão da) Coreia do Norte, nós iremos fazê-lo”, afirma o Presidente americano

Rui Antunes

Rui Antunes

Jornalista

Em vésperas do primeiro encontro com o Presidente da China, Xi Jinping (próxima quinta-feira, na Florida), Donald Trump levantou o véu sobre a estratégia dos Estados Unidos da América para lidar com a ameaça nuclear da Coreia do Norte. A prioridade é envolver a maior potência asiática num esforço conjunto para travar os avanços do regime de Pyonyang, aproveitando a sua “grande influência” sobre o vizinho do Norte.

“Se decidir ajudar-nos, será muito bom para a China. Se não o fizer, não será bom para ninguém”, começou por referir o líder americano, em entrevista ao Financial Times, desenvolvendo depois o raciocínio para a segunda possibilidade: “Se a China não solucionar a (questão da) Coreia do Norte, nós iremos fazê-lo. É tudo o que vos digo.”

Não concretizou, portanto, se por trás dessa ideia estão sanções económicas ou ações militares. À medida que se sucedem os testes nucleares na Coreia do Norte, cresce o receio nas forças armadas dos Estados Unidos de que o alcance dos mísseis possa atingir território americano dentro de poucos anos. A própria administração de Barack Obama considerou a Coreia do Norte como a maior prioridade para o país a nível de segurança, quando passou o testemunho a Donald Trump, eleito em novembro passado para comandar a Casa Branca.