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Obama acaba como começou: "Yes we can!"

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Racismo e ameaças à democracia marcam o último discurso como Presidente dos Estados Unidos

Barack Obama fez esta madrugada o discurso de despedida. O Presidente dos Estados Unidos, que cessa funções no final da próxima semana, lembrou as conquistas de oito anos na Casa Branca. E deixou vários apelos, o maior deles para melhorar a liberdade e a democracia que são imagem de marca do país.

Obama reconheceu, no seu último discurso, que apesar do caráter histórico da sua eleição como primeiro Presidente afro-americano, o racismo continua vivo nos EUA e que há "mais trabalho a fazer" para eliminar os preconceitos contra minorias. Não esquecendo as polémicas em torno do seu sucessor, Obama alertou que a democracia norte-americana enfrenta um duro teste, e apelou aos seus apoiantes que 'passem o testemunho' de modo a criar um novo "pacto social".

Apesar de nunca mencionar diretamente Trump, o Presidente reiterou o seu compromisso com uma transferência pacífica de poder: "Depende de todos nós assegurar que o nosso Governo nos pode ajudar a ultrapassar os muitos desafios que ainda enfrentamos".

Eleito em 2008, Obama defendeu que o seu país é hoje "um lugar melhor e mais forte" e atribuiu esses desenvolvimentos aos norte-americanos. "Vocês foram a mudança", afirmou.

Perante cerca de 20 mil pessoas que se juntaram no centro de convenções McCormick Place de Chicago -- algumas gritando repetidamente "Mais quatro anos" -- Obama agradeceu aos seus concidadãos por o terem feito um "melhor" Presidente e um "melhor homem" nos últimos oito anos.

A menos de duas semanas da sua saída, Obama elogiou Joe Biden, que disse ter sido a sua primeira e melhor escolha para vice-presidente, e agradeceu à sua mulher Michelle e filhas, Malia e Sasha.