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Manuel Valls avança na corrida à presidência de França

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© Christian Hartmann / Reuters

O primeira-ministro francês anunciou que vai suspender funções no cargo que ocupa para se candidatar às eleições presidenciais francesas do próximo ano

"Sim, sou candidato à Presidência da República", disse o ainda primeiro-ministro num discurso perante os apoiantes, no sul de Paris.

O anúncio acontece poucos dias depois de François Fillon ter sido confirmado como o candidato de Centro-Direita ao ato eleitoral do próximo ano e do atual Presidente, François Hollande, de 62 anos, ter também anunciado que não se vai candidatar a um novo mandato no próximo ano.

O anúncio da retirada de Hollande abriu caminho à apresentação de candidatos socialistas, que começaram a 1 de dezembro a aceitar candidaturas às primárias, previstas para 22 e 29 de janeiro.

Arnaud Montebourg, um antigo ministro da Economia de esquerda, já tinha apresentado a sua candidatura. Segue-se agora a de Manuel Valls.

Hollande, com o mais baixo nível de popularidade de um Presidente francês desde a Segunda Guerra Mundial, chegou ao poder depois de derrotar Nicolas Sarkozy (direita) em 2012.

François Hollande torna-se assim no primeiro presidente francês, desde 1958, a renunciar a uma recandidatura.

A popularidade de Hollande atingiu o nível mais baixo depois de um mandato de cinco anos, marcado por alterações nas principais políticas, atentados terroristas, desemprego elevado e revelações sobre a sua vida privada.

Uma sondagem divulgada na quarta-feira da semana passada dava 7% das intenções de voto a Hollande na primeira volta das eleições presidenciais, a 23 de abril do próximo ano.

O mesmo estudo dava a vitória ao candidato do partido Republicano (direita), François Fillon, seguido pela candidata da Frente Nacional (extrema-direita), Marine Le Pen.

Hollande tem também o mais baixo nível de popularidade de um Presidente francês desde a Segunda Guerra Mundial.

Em 2015, França sofreu três grandes atentados terroristas islamitas, primeiro contra o semanário Charlie Hebdo, depois Paris, em novembro de 2015, e Nice, em julho deste ano.

Na política económica, Hollande avançou com um programa de medidas sociais, que incluía um super-imposto de 75% para os mais ricos, mas mudou de rumo para introduzir reformas a favor dos empresários.

Em janeiro de 2014, a revista Closer divulgou o relacionamento entre Hollande e a atriz francesa Julie Gayet, o que levou ao fim da relação com a companheira, Valerie Trierweiler.