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O comissário europeu que coleciona gafes

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Guenther Oettinger

© Nigel Treblin / Reuters

Guenther Oettinger volta a estar no centro da polémica. Desta vez acusado de racismo em relação aos chineses e por homofobia

Rita Montez

Rita Montez

Jornalista

O comissário europeu da economia e sociedade digital foi filmado durante uma intervenção privada com empresários em Hamburgo onde descreve a delegação chinesa que visitou a União Europeia como um grupo de “nove homens, um partido. Zero democracia e todos de fato de um botão azul ou preto, todos com cabelo penteado da esquerda para a direita e sapatos polidos”. Durante a descrição que faz, Guenther Oettinger socorre-se ainda de uma expressão alemã que dá conta dos olhos rasgados de forma depreciativa.

A forma como se refere aos ministros que integraram a cimeira anual China-UE gerou uma onda de críticas, depois do vídeo com as suas declarações ter sido posto a circular no YouTube. O discurso é considerado racista e ainda discriminatório, uma vez o comissário e militante do partido de Angela Merkel aproveitou o encontro para criticar as políticas alemãs mais liberais na área da reforma e da licença de maternidade. “Talvez venha a ser introduzido o casamento homossexual obrigatório”, acrescentou.

À semelhança do que sucedeu há um mês, quando o comissário gerou uma enorme polémica ao deixar referências a uma preocupação em relação a Portugal e a um eventual resgate, Oettinger veio a público garantir que foi mal interpretado. Numa entrevista concedida ao jornal alemão Die Welt, o comissário garantiu que não quis ser desrespeituoso com a China e justificou o que disse sobre o seu país com a intenção de alertar para o excesso de auto-confiança da Alemanha.